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Informações: 2010.04.24

Freguesia do Parque das Nações
Plenário da Assembleia da República apreciou favoravelmente a Petição
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A AMCPN publicou no seu Site o artigo que abaixo transcrevemos na íntegra, relativo à criação da Freguesia do Parque das Nações.

O resultado da Discussão da Petição na Assembleia da República mostra bem que a Freguesia do Parque das Nações está a um passo de se tornar uma realidade.

Lamentavelmente, o Partido do Governo, a dois dias das Comemorações de 25 de Abril, insistiu, sozinho, na negação de um dos mais elementares direitos da Democracia conquistada em Abril, ou seja, da população do Parque das Nações poder escolher quem deve governar e gerir o espaço que escolheram para viver.

Freguesia do Parque das Nações
Parque das Nações visto do Tejo

Quando se comemora o Centenário da República, verificamos que uma nova e vibrante comunidade veio estabelecer-se a Oriente na cidade de Lisboa. Passado um século, as praias, os navegantes, as tripulações dos hidroaviões e os palácios de veraneio deram lugar a uma parte da cidade que participa e tira vantagem da comunidade internacional e da globalização.

Esta parte nova e muito dinâmica da cidade é um produto dos últimos vinte anos da República. A grande Homenagem que podemos e devemos fazer aos de há cem anos é criar na Lei um novo bairro que existe de maneira e forma tão empolgantes.

Nada que melhor celebre um centenário. Festejar o rebento, a criação do centenário, na nova comunidade Lisboeta nascida a Oriente.


Felicitamos a AMCPN pelo trabalho que tem vindo a desenvolver, e cujos frutos ficaram bem patentes nesta discussão da Petição na Assembleia da República.

Reproduzimos abaixo, na íntegra, o artigo que está publicado no Site da AMCPN.

Saudações Náuticas,

A Direcção da ANMPN



Reprodução do Site da AMCPN
Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações

Freguesia do Parque das Nações
Plenário da Assembleia da República apreciou favoravelmente a Petição

Com excepção do PS, que invocou inoportunidade e, genericamente, "falta de preenchimento dos requisitos", sem contudo, especificar quais, todos os demais partidos defenderam ser legítima e de atender a pretensão de criação da freguesia do Parque das Nações.

Trata-se, sem dúvida alguma, dum avanço significativo neste caminho para a criação da nossa freguesia.
Efectivamente, as posições hoje assumidas pelos partidos com assento parlamentar, com excepção do PS, são o reconhecimento de que estamos no caminho certo.

Como nota negativa, regista-se, apenas, o facto de, a dois dias das comemorações do 25 de Abril, o Partido do Governo, contrariamente aos restantes partidos da AR, insistir em negar o direito à população do Parque das Nações de viver em Democracia…, ou seja, de poder eleger quem os governa, perpetuando este “défice democrático”, o que  é, de alguma maneira, um atentado à memória de “Abril”…!

Todavia, sendo o Partido Socialista, sem dúvida alguma, um dos esteios do Portugal democrático, não temos a menor dúvida de que irá compreender que esta pretensão dos moradores e comerciantes não só é justa como carece duma resolução tão breve quanto possível.

De resto, já alguns dos autarcas envolvidos neste processo, como sejam o Presidente da Câmara de Lisboa e o Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, embora por palavras diferentes, reconhecem fazer sentido a criação desta Freguesia.

Com efeito, o Dr. António Costa, já no anterior acto eleitoral autárquico, o reconheceu em entrevista dada ao Notícias do Parque.

E o Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, José Rosa do Egípto, em entrevista ao DN, de 24.04.2010, diz "...não choca a criação da autarquia, porque compreende que a zona ganhou nova centralidade e que as pessoas não se sintam enraizadas nos Olivais. Para este autarca até tem as infra-estruturas mínimas para uma freguesia, como escolas, farmácias e um hospital, mas tem o problema de envolver território de dois concelhos."

Aliás, já em entrevista ao jornal Público, de 23.04.2010,  o mesmo autarca admitia a criação da Freguesia do Parque das Nações, enquadrada na reorganização geral do concelho de Lisboa, acrescentando, mesmo, que os limites da nova freguesia devem ser feitos pela Av. Infante D. Henrique, para lá do espaço que alojou a Expo'98.

Em nosso entender, isto mostra que o Partido Socialista está a flexibilizar a sua posição e  não deixará, seguramente, de ser sensível a esta situação e, respondendo ao apelo dos demais partidos e, em conjunto com os mesmos, promover, rapidamente, a criação da nossa freguesia.

É o que se deseja. É o que se espera. Será, seguramente, o que vai suceder.

Porque a nossa pretenção é justa.

Porque não lutamos contra nenhuma das autarquias envolvidas, cujos direitos legítimos sempre reconhecemos e compreendemos que queiram ver salvaguardados nas negociações que estas decições sempre pressupõe.
Apenas se pede (e nisso esperamos que nos compreendam)  celeridade neste processo que já se arrasta há demasiado tempo, com claro prejuízo para quem vive, trabalha ou, simplesmente, visita o Parque das Nações.

Compreendemos os argumentos do Dr. António Costa e mesmo do Presidente da Junta de Freguesia de Santa Maria dos Olivais, mas esperamos que também compreendam que quem espera desespera e já nos vem sendo dito há vários anos que a criação da nossa freguesia deverá ser enquadrada numa reestruturação do concelho de Lisboa, que tarda em conhecer a luz do dia.

Não duvidamos do interesse e empenho do Dr. António Costa nesse projecto de restruturação e poderá contar sempre com o apoio que, para o mesmo, julgue oportuno e necessário da nossa parte, como, de resto, já há quase um ano tivemos ocasião de lhe comunicar por escrito, em apreciação à Carta Estratégica para Lisboa. Todavia, temos consciência de que esse poderá não ser um processo fácil e célere e o tempo é importante para nós.

E, em nosso entender, a instauração de estruturas de poder local, pelas razões sobejamente conhecidas e lembradas pelos Senhores Deputados na Assembleia da República, no Parque das Nações é urgente.
Para que, também aqui nesta nova centralidade da cidade de Lisboa, Abril e a República (esta no ano do seu centenário), se cumpram!

Todos estes factos mostram, de forma inequívoca, que a freguesia do Parque das Nações irá nascer.

Temos conscicência de que há ainda um caminho a percorrer, no qual cada um de nós, moradores, comerciantes empresários ou meros visitantes e amigos deste magnifico projecto nacional, que é o Parque das Nações, nos devemos empenhar.

Estamos, claramente, no início de uma nova etapa desta caminhada pela criação da freguesia do Parque das Nações, para a qual iremos definir, nos próximos dias, um conjunto de iniciativas que nos permitam alcançar este objectivo dentro do tempo oportuno. Das mesmas, iremos dando notícia.

Como é óbvio, neste novo percurso, manteremos, como sempre, a nossa total disponibilidade para dialogar com as várias entidades envolvidas no processo, nomeadamente todas as autarquias envolvidas, com as quais se pretende e deseja manter um diálogo franco e aberto.

O caminho que pretendemos percorrer, autonomamente, não é contra as autarquias em causa, nomeadamente aquelas que têm de ceder um pouco do seu território, às quais continuamos a pedir que compreendam a justeza e naturalidade da nossa pretensão, mas, sim,ao lado das mesmas e em conjugação de esforços,na procura das soluções mais ajustadas aos problemas com que as populações se confrontam
.
Compreensão que, em 1985, as autarquias de Loures, igualmente envolvidas neste nosso processo, tiveram, com toda a justiça, para com a população da Portela.

A Direcção da AMCPN

 

 
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