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Associação Náutica da Marina
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Informações: 2009.10.03

MARINA: o depois da obra - "in Notícias do Parque" - Outubro09

O «NOTÍCIAS DO PARQUE», Jornal Bimestral de distribuição gratuita no Parque das Nações, publicou na sua edição de Outubro uma Entrevista ao Presidente da Direcção da ANMPN sobre os próximos passos da revitalização da Marina, que publicamos abaixo na íntegra para conhecimento dos nossos associados e visitantes do Site.

Ao Director do NP - Notícias do Parque, vão uma vez mais os nossos agradecimentos pela cobertura que, ao longo do tempo, sempre tem dado ao Dossier da Marina, contributo que foi fundamental em temos da divulgação da nossa causa, e que será agora muito importante para a sua divulgação como pólo de animação e de promoção da náutica no Parque das Nações.


MARINA: o depois da obra

Paulo Andrade, presidente da ANMPN, Associação Náutica da Marina do Parque das Nações, fala-nos sobre alguns dos próximos objectivos, agora que a marina já se encontra operacional.

Depois de restabelecida a operacionalidade da marina a 15 de Agosto, onde foram disponibilizados os três primeiros pontões que permitiram o regresso das embarcações dos nossos associados que, desde há cerca oito anos a esta parte, se encontravam nas Docas da APL, a obra de recuperação tem continuado e, na passada sexta-feira, dia 25 de Setembro, toda a infra-estrutura flutuante ficou concluída. A partir deste momento, as embarcações residentes poderão deslocar-se da posição provisória que lhes foi atribuída nos três primeiros pontões para a sua posição final, ou seja, para aquela que figura no contrato com a concessionária MPN.

Faltam agora concluir algumas obras na periferia na marina, nomeadamente, o cais de combustível, o terrapleno para estacionamento a seco das embarcações e infra-estruturas de apoio a desportos náuticos, a construção do Clube Náutico da Marina na Ponte Cais, e a recuperação do Edifício Nau, local emblemático da Expo’98 e, em particular, da marina.

Entretanto, a ANMPN e a MPN têm procurado promover a divulgação da marina, não só como local para estacionamento de embarcações residentes, mas também, como destino para nautas que possuem as embarcações noutras docas e marinas. No fim-de-semana de 26/27 de Setembro, foram convidados os membros da Associação Nacional de Cruzeiros que tiveram a oportunidade de tomar contacto com a nova infra-estrutura. Para Paulo Andrade, "Pese embora não estarem ainda concluídas as infra-estruturas atrás referidas, a opinião dos visitantes foi a de terem encontrado não só um bom ambiente em termos de eficiência dos apoios na marina (marinheiros e equipa da recepção) mas também, uma zona envolvente bastante agradável que torna este destino aprazível e um local a recomendar.

Efectivamente, nesta nova centralidade de Lisboa com uma zona ribeirinha que se estende desde Cabo Ruivo à Foz do Trancão numa extensão de cerca de 5 Km, a marina constitui não só um local de eleição para quem mora nas proximidades (zona oriental) que passa a gozar da possibilidade de ter um “barco no quintal”, mas também, um local aprazível para quem a visita partindo de outros locais, face à quantidade, qualidade e diversidade de oferta aos vários níveis proporcionada pelo Parque das Nações."

Ruy Ribeiro e José Oliveira - Directores da ANC -, Prof. Carvalho Rodrigues - Presidente da APAETT e Paulo Andrade.

Depois da devolução dos lugares aos seus associados, um dos principais objectivos da ANMPN, a associação procura agora, em articulação com a concessionária MPN, encontrar as melhores formas de dinamizar a infra-estrutura de modo a que possa tornar-se numa referência como pólo de animação e divulgação náutica, sobretudo, promovendo e incentivando a criação de destinos ao longo do grande estuário do Tejo.

"Temos um plano de água excepcional, navegável praticamente durante todo o ano, e temos de saber aproveitá-lo. Nesse sentido, nos contactos da ANMPN efectuados durante o passado fim-de-semana com responsáveis da ANC e da APAETT que visitaram a marina, falou-se exactamente sobre formas de colaboração, de modo a conjugarmos esforços que permitam criar sinergias que conduzam a um melhor aproveitamento das potencialidades do grande estuário do Tejo", refere o presidente desta Associação Náutica.

Por outro lado, a ANMPN é consorte no Projecto dos Avieiros, que foi aprovado pelo QREN/PROVERE e objecto de financiamento recente. O projecto visa, entre outros objectivos, a recuperação das aldeias palafíticas dos pescadores avieiros, de modo a que possam constituir destinos turísticos acedidos através de uma rota fluvial. Para Paulo Andrade, "o papel da ANMPN em articulação com o Instituto Hidrográfico que também é consorte neste Projecto, é o de estabelecer o assinalamento marítimo entre Vila Franca de Xira e Valada do Ribatejo, bem como, criar fundeadouros para as embarcações próximos das aldeias avieiras a recuperar, de modo a tornar possível o estabelecimento da rota fluvial pretendida. A Marina do Parque das Nações, inserida num dos locais mais visitados do País, será com certeza o local de excelência para a promoção desta rota, que pretende levar as pessoas a usufruírem do gosto por navegar e conhecerem a magnífica paisagem que as margens do Tejo nos proporciona, bem como, a sua riqueza em termos de fauna e flora."

in "Notícias do Parque" - Outubro09


Saudações Náuticas,

A Direcção da ANMPN

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