MARINA: o depois da obra
Paulo Andrade, presidente da ANMPN, Associação Náutica da Marina do Parque das Nações, fala-nos sobre alguns dos próximos objectivos, agora que a marina já se encontra operacional.
Depois de restabelecida a operacionalidade da marina a 15 de Agosto, onde foram disponibilizados os três primeiros pontões que permitiram o regresso das embarcações dos nossos associados que, desde há cerca oito anos a esta parte, se encontravam nas Docas da APL, a obra de recuperação tem continuado e, na passada sexta-feira, dia 25 de Setembro, toda a infra-estrutura flutuante ficou concluída. A partir deste momento, as embarcações residentes poderão deslocar-se da posição provisória que lhes foi atribuída nos três primeiros pontões para a sua posição final, ou seja, para aquela que figura no contrato com a concessionária MPN.
Faltam agora concluir algumas obras na periferia na marina, nomeadamente, o cais de combustível, o terrapleno para estacionamento a seco das embarcações e infra-estruturas de apoio a desportos náuticos, a construção do Clube Náutico da Marina na Ponte Cais, e a recuperação do Edifício Nau, local emblemático da Expo’98 e, em particular, da marina.
Entretanto, a ANMPN e a MPN têm procurado promover a divulgação da marina, não só como local para estacionamento de embarcações residentes, mas também, como destino para nautas que possuem as embarcações noutras docas e marinas. No fim-de-semana de 26/27 de Setembro, foram convidados os membros da Associação Nacional de Cruzeiros que tiveram a oportunidade de tomar contacto com a nova infra-estrutura. Para Paulo Andrade, "Pese embora não estarem ainda concluídas as infra-estruturas atrás referidas, a opinião dos visitantes foi a de terem encontrado não só um bom ambiente em termos de eficiência dos apoios na marina (marinheiros e equipa da recepção) mas também, uma zona envolvente bastante agradável que torna este destino aprazível e um local a recomendar.
Efectivamente, nesta nova centralidade de Lisboa com uma zona ribeirinha que se estende desde Cabo Ruivo à Foz do Trancão numa extensão de cerca de 5 Km, a marina constitui não só um local de eleição para quem mora nas proximidades (zona oriental) que passa a gozar da possibilidade de ter um “barco no quintal”, mas também, um local aprazível para quem a visita partindo de outros locais, face à quantidade, qualidade e diversidade de oferta aos vários níveis proporcionada pelo Parque das Nações." |