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Informações: 2009.05.01

Viver à beira do Dique «Chelas-Barreiro» ou «Beato-Montijo».

 

O Professor Carvalho Rodrigues, no Programa Clube de Imprensa da RTP2, através de uma experiência simples, mostra-nos os riscos que a Terceira Travessia do Tejo em ponte (em qualquer dos corredores) representará para as populações ribeirinhas, no caso de não vir a ser travada a tempo.

No final da página encontrará também os links para o acesso a este vídeo directamente no YouTube, como também o link para aceder ao VideoCast com a totalidade do Programa da RTP 2 - Clube de Imprensa de 2009.04.29, dedicado ao tema "Portugal, País de Descobertas?", de onde este excerto foi retirado.

A Terceira Travessia do Tejo (TTT) em Ponte no Mar da Palha põe definitivamente em risco as populações ribeirinhas das cidades de Lisboa até Vila Franca de Xira e do arco ribeirinho da margem sul (Alcochete, Montijo, Moita, Barreiro, Seixal e Almada). O índice de assoreamento no Mar da Palha é extremamente elevado, como é bem visível nesta fotografia do "Dique" Vasco da Gama ( http://www.anmpn.pt/images/apvg.jpg ) dado que, o aumento de amplitude do estuário naquela zona provoca uma diminuição significativa da velocidade da água, que facilita a precipitação dos sedimentos que vêm em suspensão.

Na maré baixa, no trajecto Seixal - Lisboa, existem locais onde já não passam dois catamarans um pelo o outro. Os cerca de 50 pilares da nova Ponte vão originar igual número de ilhas cujo aumento de volume ao longo dos anos provocará um efeito de Dique, potenciando a ocorrência de catástrofes com inundações das zonas ribeirinhas, em situações de caudais elevados aliadas a ventos e marés vivas equinociais. Efectivamente, dado que os caudais no rio têm vindo a aumentar fruto da diminuição das zonas de infiltração em terra ocupadas pela malha urbana, a introdução de infra-estruturas no rio que funcionam como obstáculos à corrente fará crescer significativamente o nível de assoreamento, potenciando a ocorrência de inundações devido à subida da altura da água. Este problema não foi objecto de qualquer estudo científico, nem sequer foram consultadas as entidades de referência no domínio da hidrografia, nomeadamente, o Instituto Hidrográfico.

A falta de rigor e superficialidade do estudo subjacente à TTT no respeitante aos seus efeitos na área molhada, é uma vergonha para a Engenharia Portuguesa, aliás bem patente no parecer sobre o Projecto emitido pelo Gabinete de Sexa. o Chefe do Estado Maior da Armada, quando afirmou sic. "Apesar do Estudo de Impacto Ambiental referir que o Instituto Hidrográfico foi contactado como entidade interessada, convém esclarecer que as solicitações dirigidas àquele Instituto não foram nesse sentido, tendo tido apenas como objectivo a cedência de dados hidrográficos publicados pelo IH." Ou seja, quem sabia da poda, quem tinha a soberania sobre os saberes, não foi consultado!

Para ter acesso ao vídeo, com a experiência do Prodessor Carvalho Rodrigues, directamente no YouTube clique neste link http://www.youtube.com/watch?v=8ZBoRouCzi0

Para ver a totalidade do video do Clube de Imprensa de 2009.04.29 - Portugal, País de Descobertas? - clique neste link http://ww1.rtp.pt/multimedia/?tvprog=23329&idpod=24754

Saudações Náuticas,

A Direcção da ANMPN

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