- © 2010 ANMPN -
Associação Náutica da Marina
do Parque das Nações


 
Cursos de Vela
Cursos de Vela
BMW Sailing Academy
Informações: 2007.11.16

No «Dia Nacional do Mar», Parque Expo anuncia, finalmente, a adjudicação da obra de reabilitação da marina.

Cinco anos e meio depois do encerramento da marina e saída das embarcações, o Conselho de Administração da Parque Expo,SA anuncia, finalmente, a adjudicação da obra de reabilitação. Tendo em conta os 18 meses previstos para a obra, as embarcações voltarão assim ao local 7 anos depois de terem saído, situação que mostra bem a falta de dinâmica que caracterizou este processo, e o pouco empenho que a Cidade de Lisboa tem dedicado à sua zona ribeirinha, nomedamente, no respeitante à interface com o rio que lhe deu alma.
Crédito Parque Expo,SA

De qualquer forma, e como diz o ditado "não vale a pena continuar chorar sobre o leite derramado...", e é com incontida satisfação que estamos a efectuar a presente divulgação.

Projecto da infra-estrutura prevista para a Bacia Sul, onde pode ser visto, em 1º plano, o ante-porto, seguido das comportas para controlo do assoreamento.

Segue abaixo o comunicado recebido da Parque Expo, e chamamos à atenção para a Nota de Direcção inserida no final da página.


COMUNICADO DA PARQUEEXPO,SA

Culminando um complexo processo negocial, a Parque EXPO chegou hoje a acordo com os restantes accionistas da Marina do Parque das Nações para a compra das suas participações societárias. A conclusão com sucesso deste processo, criou as condições para o início das obras de reabilitação da Marina.

Assim, tendo por base o projecto de engenharia elaborado pela PROMAN - Centro de Estudos e Projectos, S.A., validado pelo LNEC, o Conselho de Administração da Marina do Parque das Nações decidiu adjudicar a empreitada de reabilitação.

A consignação da obra decorrerá de imediato, estando o prazo de conclusão fixado em 18 meses.

A intervenção, com um custo global de 10 milhões de euros, prevê o fecho da Bacia Sul, através de um sistema de comportas, a criação de um anteporto e a impermeabilização dos molhes e fecho de toda a extensão da ponte-cais.

A bacia sul da Marina será adaptada para poder receber 580 embarcações - mais 80 do que as inicialmente previstas – de 10, 12 e 15 metros.

Está ainda contemplado no projecto que a actual ponte-cais de cabo Ruivo possa ser reactivada para serviço de cruzeiros turísticos, aproveitando o potencial oferecido pelo Parque das Nações.

Posteriormente a marina poderá ser alargada à Bacia Norte, já objecto de uma operação de dragagem que terminou no passado mês de Outubro, com a instalação de um número de postos de amarração que poderá oscilar entre os 250 e os 350.

Reúnem-se assim, todas as condições para que a Marina do Parque das Nações retome finalmente o seu papel de pólo dinamizador das actividades náuticas, centro de lazer e de equipamento emblemático do Parque das Nações.

Historial

O acordo hoje celebrado põe termo a um longo processo cujo início está ligado à Exposição Mundial de Lisboa de 1998.

A opção pela construção de uma Marina no Parque das Nações enquadra-se no âmbito da realização da EXPO’98, surgindo como declinação do próprio tema da Exposição “Os Oceanos - Um Património para o Futuro”.

No âmbito dos poderes especiais da Parque EXPO à época, foi efectuado um concurso internacional com vista à concessão do espaço em causa por um período de 30 anos. O consórcio ganhador, liderado pela sociedade de direito espanhol Europroject, o qual veio a constituir a sociedade Marina Expo, SA.

No Inverno de 1997/1998, na sequência de fortes tempestades, registaram-se incidentes com os quebra-mares, os quais revelaram deficiências no que respeita à sua resistência estrutural face a esforços provocados pela forte ondulação do rio. A Marina Expo começou então a descurar inequivocamente os seus deveres, transformando os incidentes do quebra-mar na justificação de todos os seus sucessivos incumprimentos enquanto Concessionário. Em Junho de 2000, a Parque EXPO notificou a Marina Expo quanto à situação de incumprimento do Contrato, e concedeu um prazo de 6 meses para cumprimento, sob pena de rescisão.

Em 2000 foi realizada uma “due diligence” a esta sociedade, tendo o respectivo relatório confirmado não só o estado preocupante das contas da Concessionária, com dívidas à Banca e a fornecedores de montante superior a 22 milhões de euros.

A Parque EXPO notificou em 2002 a concessionária da efectiva rescisão do contrato de concessão. Nos termos do contrato, a rescisão deste acarretou como consequência imediata a reversão gratuita da Concessão.

Com a interposição destes procedimentos judiciais, iniciou-se uma longa batalha jurídica que terminou em Novembro de 2003, no seguimento de negociações havidas, tendo a Parque EXPO e os maiores credores, após complexas negociações, chegado a acordo quanto a uma solução para o futuro da sociedade e da Concessão. Globalmente a solução encontrada passou pela concertação dos interesses dos principais credores BBVA, BCP e Parque EXPO, que passaram a participar no capital da sociedade concessionária.

A participação da Parque EXPO na sociedade Marina Expo, agora designada Marina Parque das Nações, permitiu, por um lado, criar condições para que os principais credores viabilizassem a empresa, tornando possível a devolução de um equipamento importante para a cidade de Lisboa e, por outro, extinguir um conjunto de acções judiciais.

O representante da Parque EXPO no Conselho de Administração da sociedade concessionária propôs a realização de uma consulta ao mercado para a concepção de uma solução de engenharia que minimizasse os níveis de assoreamento, assim permitindo a normal exploração da Marina, o que foi aceite pelos demais membros da Administração, tendo a concessionária adjudicado posteriormente esse estudo à PROMAN – Centro de Estudos e Projectos, S.A..

A Parque EXPO por sua vez, solicitou directamente ao LNEC - na qualidade de entidade de competência técnica reconhecida e idónea - a prestação de serviços de acompanhamento e validação técnica e científica daquele projecto, visando a célere reactivação da exploração da Marina.

Paralelamente, a Parque EXPO tomou ainda a iniciativa de desenvolver contactos directos com o accionista maioritário Millennium BCP, posteriormente alargado aos restantes accionistas, tendo em vista a viabilização da Marina Parque das Nações.

O acordo hoje firmado inscreve-se neste conjunto de iniciativas e constitui, estamos certos, a base fundamental para a rápida reabilitação da Marina do Parque das Nações.
Foi objecto de demoradas negociações, que envolveram inclusive o accionista da Parque EXPO – o Estado Português – que fixara em Maio último o tecto máximo para o valor da transacção, que foi integralmente cumprido pela Parque EXPO – 8,2 milhões de euros. Tal corresponde a uma redução superior a 60% face ao valor contabilístico registado, de capital e suprimentos, pelos accionistas que agora abandonam a sociedade Marina Parque das Nações.

«Comunicado distribuído pela Parque Expo,SA em 2007.11.16,
e que foi também publicado no seu site»


Nota da Direcção:

Como já referimos acima, é com incontida satisfação, que anunciamos publicamente a adjudicação oficial da obra de recuperação da Marina do Parque das Nações.
O dia de hoje, representa para a Direcção da ANMPN e para todos os que em nós acreditaram – os nossos associados, um marco importante na vida da nossa associação.
Foi, de facto, com grande força de vontade, empenho e elevada persistência que nos levou a ultrapassar alguns momentos de desânimo e manter sempre hasteada, bem alta, a bandeira da única saída para o mar da Expo dos Oceanos – a da sua marina.

Efectivamente, durante os últimos cinco anos, a ANMPN produziu mais de seiscentas cartas para as diferentes entidades com responsabilidade directa ou indirecta naquele espaço, chamando à atenção para o estado de desleixo e abandono do local, uma vergonha para a cidade Lisboa, a capital do País de Marinheiros, que se encontra há mais de cinco anos sem Marina.
Hoje, finalmente, todos chegámos a bom porto, em termos do processo que conduziu à adjudicação da obra, suportada num projecto que, por aquilo que conhecemos, irá permitir criar uma referência no Estuário do Tejo em termos de controlo de assoreamento.

Uma palavra de apreço ao actual Conselho de Administração da Parque Expo, presidido pelo Sr. Dr. Rolando Martins, que evidenciou uma dedicação efectiva ao projecto de reabilitação, estabelecendo uma plataforma adequada de relacionamento entre todos os stakeholders que, em nosso entender, foi essencial para o sucesso das negociações.
Quanto a nós, ANMPN, já estamos a trabalhar nesta nova etapa, nomeadamente, num programa que permita efectuar a divulgação e promoção da nova infra-estrutura da Marina do Parque das Nações - a Marina de Lisboa.

Muito embora o prazo de 18 meses aponte para a conclusão da obra no início do Verão de 2009, acreditamos ser possível antecipar esse prazo para que, em Fevereiro de 2009, por altura da Nauticampo, seja possível ter já a marina operacional, assegurando que o “Boat Show” português, possa contar com uma exposição de embarcações a nado, a exemplo do que acontece da grande maioria (senão a totalidade) dos restantes “Boat Shows” por esse mundo fora.

Saudações Náuticas,

A Direcção da ANMPN

animated_gif
Click for Lisbon, Portugal Forecast

Clique aqui para pesquisar este Site,  ou a Web usando o
Click para pesquisar este Site ou a Web

AMCPN
Clique para aceder ao Site da AMCPN.
 
Calendário Eventos
Clique para ter acesso ao Calendário de Eventos
 
Registos da
Marinha do Tejo
Clique aqui para aceder a informação sobre a Marinha do Tejo
 
Marina do
Parque das Nações