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Marinas Britânicas geram mil milhões de euros por ano - in "Revista NAVEGAR"
A Edição da Revista NAVEGAR nº 68 de Outubro, traz um artigo subordinado ao tema referido em epígrafe que, pelo manifesto interesse que revela para esta indústria, reproduzimos aqui para conhecimento dos nossos associados e demais visitantes do site.
Revista Navegar - As marinas das Ilhas do Canal e do Reino Unido têm um impacto económico anual de 500 a 700 milhões libras (724 milhões a mil milhões de euros), revelou um estudo apresentado no Salão Náutico de Southampton. O estudo apoiado pela Federação Marítima Britânica, junto com os Portos Jersey, The Crown Estate e a Associação de Portos para Iates, demonstra a "contribuição significativa do sector das marinas, quer em valor quer em termos de emprego na economia britânica, além de ressaltar a importância de assegurar o acesso à água", diz Rob Stevens, presidente executivo da Federação Marítima Britânica.
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"Este relatório é importante para todos aqueles que lidam com a delineação de políticas, estabelecimento de estratégias económicas e que tomam decisões ao longo da costa", acrescenta. O sector emprega actualmente 1700 pessoas de forma directa, e 22 mil indirectamente, trazendo benefícios para as economias locais, já que, alimentam os seus negócios e trabalhos na área do turismo.
O estudo que reúne dados de nove estudos de caso detalhados por todo o país, concluiu que as marinas rendem 113 milhões de libras por ano (164 milhões de euros).
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A manutenção de barcos restauração e vendas não estão incluídas nesta avaliação. Por cada emprego numa marina há 12 postos de trabalho a nível das economias locais, revela o estudo. Os proprietários de barcos que visitam as marinas todos os anos geram uma fatia de 200 milhões de libras (290 milhões de euros), alimentando 5350 empregos. Os negócios na proximidades das marinas rendem 280 milhões de libras (405 milhões de euros). Roger Bright, presidente executivo da The Crown Estate, reconhece "haver um elevado interesse em conhecer as oportunidades económicas à volta das marinas e outros desenvolvimentos costeiros que suportam as comunidades costeiras. - in NAVEGAR - nº 68 Outubro 2007
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Nota da Direcção
Nós por cá, apesar de possuirmos um clima invejável para a prática da náutica de recreio, quando comparado com o das ilhas britânicas, um conjunto de planos de água muito superiores e com regimes de marés bem mais favoráveis, o resultado é o que se vê, bem patente no estado de desleixo e de abandono que caracteriza há mais de cinco anos a marina do Parque das Nações, inserida no local que Portugal escolheu para chamar à atenção do valor dos Oceanos, e para homenagear a epopeia de um povo de marinheiros que deu novos mundos ao mundo. |
Nos cinco kilómetros de frente ribeirinha do Parque das Nações, a dificuldade de acesso à água está bem patente na imagem ao lado, onde um grupo de escuteiros teve de utilizar uma escada de cabo para entrar nas embarcações, e poder desfrutar do espectacular plano de água proporcionado pelo grande estuário do Tejo.
Nestes últimos anos, já foi perdida a conta do número de anúncios efectuados pela Parque Expo para o arranque das obras de reabilitação. Durante o período eleitoral para a Câmara Municipal de Lisboa, a data avançada era o final do passado mês de Julho.
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Já durante o mês de Agosto, a Parque Expo justificava-se pelo facto das obras não terem arrancado, pela dificuldade em concluir as negociações com o principal accionista da concessionária - o Millennium BCP.
Mas recentemente, no final do mês de Setembro, a Parque Expo informou que tinha finalmente concluído as negociações com o Millennium BCP, devendo a outorga dos contratos verificar-se durante a 1ª quinzena de Outubro, e que, de seguida, seria adjudicada a obra de reabilitação.
A 1ª quinzena de Outubro já lá vai há quase duas semanas e, recentemente, voltámos a questionar a Parque Expo sobre a evolução deste processo. Aguardamos uma resposta para breve, mas não podemos desde já deixar de manifestar a nossa profunda preocupação por estas derrapagens sucessivas, ainda por cima quando as negociações estão a ser lideradas pela entidade que foi escolhida pelo Governo para ter um papel activo no processo de reabilitação das frentes ribeirinhas de ambas as margens do estuário do Tejo, e de onde seria natural esperar uma maior performance em termos de desempenho.
Saudações Náuticas,
A Direcção da ANMPN
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