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| Informações: 2007.08.24 |
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«Obras da Marina podem ser uma realidade muito em breve» in "suplemento do Jornal Notícias da Manhã, dedicado ao Parque das Nações, @ 24 de Agosto"
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No Suplemento do Notícias da Manhã da passada Sexta-feira, dia 24 de Agosto, e conforme referido em Informação anterior, está inserido um artigo sobre a Marina do Parque das Nações, suportado numa entrevista ao Presidente da ANMPN, realizada recentemente pelo Jornalista Miguel Durão.
O presidente a ANMPN fala da Marina, do Parque das Nações e da visão da ANMPN sobre as potencialidades das zonas ribeirinhas do grande estuário do Tejo, quer na margem norte quer na margem sul.
«O rio e as zonas ribeirinhas devem estar de mãos dadas de modo a que se possa ter no Tejo a alegria de outrora», referiu |
o presidente da ANMPN ao Notícias da Manhã.
Para conhecimento dos nossos associados e visitantes do site, publicamos abaixo o artigo na íntegra, agradecendo mais uma vez ao Notícias da Manhã o interesse que tem vindo a dedicar à nossa causa, de devolver a dignidade à saída mar da Expo dos Oceanos - Marina do Parque das Nações - a marina de Lisboa.
Saudações Náuticas,
A Direcção da ANMPN |
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Miguel Durão
Reuniões que não acabam em decisões finais, promessas do presidente da autarquia lisboeta em "mexer" no assunto e a ideia de construir um hipódromo são alguns dos temas abordados pelo presidente da Associação Náutica da Marina do Parque das Nações em entrevista ao "NM" |
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As negociações mantidas entre a Sociedade Parque Expo e o principal accionista (BCP) que já deviam estar concluídas em finais de Julho e que se arrastam há mais de um ano e que se prendem com a aquisição quota detida por aquela entidade bancária (cerca de 54%) pela Parque Expo são os principais motivos que levam a que a Marina esteja na situação que se conhece.
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Aparentemente, o culminar dessas negociações está para breve e assim sendo, as tão ansiadas obras serão, finalmente, uma realidade.
Este é o desejo expresso por Paulo de Andrade, presidente da Associação Náutica da Marina do Parque das Nações (ANMPN), que classifica a situação actual da Marina como estando em "banho-maria". "Continuamos numa situação de impasse. As negociações entre a Parque Expo e a entidade bancária já estão a decorrer há mais de um ano. O Governo diz que estão a tentar finalizar as negociações com o BCP e que as coisas estão bem encaminhadas, mas esse já é um discurso que estamos fartos de ouvir. Temos dúvidas quando nos dizem que está quase porque esse 'está quase' muitas vezes demora muito tempo até ser uma realidade", sublinhou. Em causa estão cerca de 150 pessoas que perderam os postos de amarração das embarcações. "As pessoas estão há cinco anos à espera de regressar, espalhadas por outras Marinas", recordou.
TEMOS MUITO QUE FALAR
Após as mudanças de executivo camarário na autarquia lisboeta e com a entrada de António Costa para a presidência da mesma, Paulo de Andrade espera que as coisas mudem. "A nossa forma de ver a zona ribeirinha é aproveitar as potencialidades do estuário. quer na margem norte quer na margem sul, criando pólos que permitam que uma pessoa que tenha uma embarcação, possa navegar à vontade e ter um sítio onde possa atracar em condições de qualidade e de segurança", disse.
Para o presidente da ANMPN, o importante é devolver o rio às pessoas, fazendo com que estas possam andar nos passeios ribeirinhos. "O rio e as zonas ribeirinhas devem estar de mãos dadas de modo a que possa ter no Tejo a alegria de outrora", concluiu.
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O novo presidente da autarquia alfacinha está a par da situação da Marina. Após uma visita ao local aquando da campanha das intercalares, António Costa fez questão de transmitir a Paulo de Andrade a sua indignação pela situação da Marina. |
"Nessa visita, o agora presidente da Câmara transmitiu-me a ideia de que era inadmissível o que se estava a passar e quando me cumprimentou, utilizou uma frase que não deixa dúvidas. Disse-me que tínhamos muito que falar. Isso para mim demonstra bem a postura de António Costa sobre o assunto que é completamente diferente da que tinha Carmona Rodrigues que considerava ser um problema da Parque Expo e que tinha de ser a própria a resolver", concluiu.
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JUNTA DE FREGUESIA PARQUE DAS NAÇÕES
Apenas cerca de 30% dos associados da ANMPN vivem na zona do Parque das Nações. Paulo de Andrade gostava que a Marina ficasse rapidamente em condições de funcionar de modo a que aquela percentagem de moradores que ali escolheu viver pudesse desfrutar da Marina e do seu respectivo barco. Sobre a eventual criação de uma Junta de Freguesia do Parque das Nações, Paulo de Andrade é totalmente a favor da sua criação "No que diz respeito ao Parque das Nações pensamos que deverá uma única entidade a decidir e a lutar por aquilo que os moradores do local aspiram e que foi o que os fez ir morar para essa zona.
Tudo isso deve estar apenas centralizado numa única entidade. Sem nos querermos imiscuir naquilo que são as responsabilidades de defesa daquela zona, apoiamos a Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações (AMCPN) na luta por uma única freguesia que lute por uma identidade própria", destacou.
No entender do presidente da ANMPN deve haver uma única entidade a defender aquele espaço. Paulo de Andrade refere-se ao facto de a gestão do Parque das Nações estar a ser feita a "meias" entre o município de Loures e de Lisboa. "A situação actual, com vários poderes de decisão separados por duas Câmaras Municipais, é insustentável", realçou.
Entretanto, a este propósito, está marcado para os primeiros dias de Setembro uma reunião entre os presidentes das Câmaras de Lisboa e Loures, António Costa e Carlos Teixeira, respectivamente, para abordar, entre outros, a problemática em torno do Parque das Nações.
HIPÓDROMO EM VEZ DE BETÃO
Tendo sido considerada como uma "cidade imaginada", o Parque das Nações está com "excesso de betão", como foi reconhecido pelo presidente da ANMPN. Paulo de Andrade afirma, no entanto, que a zona norte, no espaço localizado entre a Ponte Vasco da Gama e o Rio Trancão, é uma zona verde que deveria ser conservada. "Não há muito tempo, li que se pretendia construir no local uma infra-estrutura comercial. Urbanizar aquele local seria aumentar a crítica de já haver demasiado betão no local", disse. No entender do presidente da Associação Náutica da Marina do Parque das Nações, toda aquela zona verde deveria ser prolongada, de forma a proporcionar uma zona verde para a população. A ideia de construir um hipódromo no local, defendida em tempos pela AMCPN, merece o apoio incondicional de Paulo de Andrade.
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