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| Informações: 2007.08.10 |
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Marina do Parque das Nações. Obras adiadas para Setembro - in Tal & Qual @ 10 Agosto de 2007.
O Semanário Tal & Qual, na sua edição de 10 de Agosto de 2007, publica um artigo sobre a actual situação da Marina do Parque das Nações, baseado em várias entrevistas, nomeadamente, com o presidente da Direcção da ANMPN.
Ao Tal&Qual, que já na sua edição de 26 de Março de 2004 tinha publicado um artigo sobre o estado de desleixo e abandono da marina, agradecemos publicamente o interesse demonstrado. Lamentavelmente, e "tal e qual" a Jornalista constatou, passados que foram mais de três anos, tudo continua exactamente na mesma, com excepção da operação de maquilhagem que decorre na bacia norte destinada aos Srs. Ministros da União Europeia.
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A marina de lama que Paulo Andrade mostrava ao "T&Q" em 2004 continua igual em 2007 |
Para conhecimento dos nossos associados e visitantes do site, publicamos abaixo o conteúdo do artigo do Semanário Tal & Qual.
Em 2002, os barcos deixaram a marina do Parque das Nações. Agora, a Parque Expo diz a revitalização vai começar no próximo mês.
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Texto: São José Sousa
Transformada em tanque de lama há cinco anos, a marina do Parque das Nações, em Lisboa, viu surgir uma luz ao fundo do túnel no passado mês de Julho. Em resposta ao requerimento do deputado do Partido da Terra Pedro Quartin Graça, o Ministério do Ambiente anunciava que haveria "condições para adjudicar a empreitada até ao final do mês de Julho". No entanto, o arranque da tão aguardada obra não deverá acontecer antes de Setembro, segundo informou a Parque Expo ao "T&Q".
De acordo com aquela entidade, responsável pela gestão do espaço, só no próximo mês será possível proceder à adjudicação da empreitada para a reactivação da marina. Mas para Paulo Andrade, presidente da direcção da Associação Náutica da Marina do Parque das Nações, o importante é que a obra avance rapidamente.
Desde 2002 que não existem barcos amarrados naquela que é a única marina lisboeta. Retiradas as embarcações, que foram distribuídas pelos vários portos da capital, seguiu-se um període recheado de dívidas e falências. E foi apenas em Julho de 2003, quando o Tribunal de Comércio de Lisboa decretou que os credores deveriam transformar o seu crédito em capital, criando a Sociedade Marina do Parque das Nações, que o imbróglio judicial ficou resolvido.
Mas, até hoje, o cenário de água invadida por lama e restaurantes mantém-se tal e qual. "É vergonhoso! Na capital de um país de marinheiros, temos uma zona ribeirinha que, com excepção de Belém, está perfeitamente ao abandono", lamenta Paulo Andrade.
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Obras para UE ver
Os primeiros sinais de crise na marina do Parque das Nações fizeram-se sentir logo em Junho de 1999. Paulo Andrade foi avisado nessa altura de que o seu barco teria de ser transferido para outra amarração devido a problemas de assoreamento. Passava então, pouco mais de um ano da sua inauguração, no dia de abertura da Expo 98, a 21 de Maio de 1998.
Essa era, de facto, a data importante e, como aponta o presidente da ANMPN, "para estar pronta para a Expo 98, tinha de ser feita assim". Por exemplo, em vez de erigidos em pedra, firam usados quebra-mar flutuantes, que viriam a ser destruídos pela maré.
"Mas a 1 de Novembro, depois do encerramento da Expo 98, deveris ter sido revisto o projecto da marina e não se fez absolutamente nada", acusa Paulo Andrade. E, como previsto, os problemas de assoreamento acumularam-se. Como explica o engenheiro e presidente da ANMPN, "o assoramento no Tejo existe desde que existem portos em Lisboa", pois as colinas da cidade abrigam o rio de ventos e, na água parada, as partículas em suspensão sedimentam.
Recentemente, a bacia norte da marina foi dragada reduzindo para um quarto a profundidade do tanque de lama, mas para Paulo Andrade, nem a má imagem foi alterada nem o projecto foi beneficiado. "As obbras só foram feitas por termos cá os ministros da UE", afirma, defendendo que "dragar a bacia norte sem saber o que vai ser efectuado na bacia sul é atirar o dinheiro dos contribuintes pela janela". Posição contrária tem a Parque Expo, que considera a operação "compatível" com os planos futuros.
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"Terra de ninguém"
Com cerca de 22 milhões de vistantes por ano, segundo dados da ANMPN, Paulo Andrade não duvida do potencial da zona. "Não há sítio melhor para investir", assinala, "mas não vejo ninguém da Parque Expo ou da Marina do Parque das Nações (MPN) a promovê-lo".
Não foi possível contactar a direcção da MPN, de férias até meados de Agosto, mas a Parque Expo avança com projectos de relevo para aquela área: "Está prevista, numa primeira fase, um oferta de 580 postos de amarração, e requalificação dos edifícios existentes e a construção de dois edifícios de apoio à exploração operacional da marina" garante a empresa presidida por Rolando Martins.
Já para o presidente da ANMPN, a marina poderia "servir como catalizador da vertente do turismo náutico", na zona do Parque das Nações, que, entalada entre duas câmaras (Lisboa e Loures) e três juntas de freguesia (Olivais, Moscavide e Sacavém), parece demorar a desenvolver-se. "Foi a única zona de Lisboa onde não houve arranjos de Natal", critica.
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"Inadmissível"
Apesar dos atrasos sucessivos, mostra alguma confiança: " Estou convicto de que estamos perto de desbloquear o processo". E um dos motivos para as boas previsões do presidente da ANMPN prende-se com a eleição de António Costa para a Câmara Municipal de Lisboa (CML). Durante a campanha eleitoral, o candidato disse em entrevista ao jornal "Notícias do Parque" que "a actual situação de degradação da marina é inadmissível", mostrando uma preocupação que, de acordo com Paulo Andrade, não inquietava Carmona Rodrigues. O "T&Q" tentou apurar junto do presidente da CML se a resolução deste problema é uma prioridade para a autarquia, mas, até ao fecho desta edição, foi impossível obter uma resposta.
"...in Tal & Qual @ 10 de Agosto 2007"
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Como comentário final, não poderíamos deixar de felicitar a Jornalista São José Sousa pela qualidade do artigo e excepcional capacidade de síntese que revelou.
Saudações Náuticas,
A Direcção da ANMPN |
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