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Informações: 2007.01.11

Parque Expo responde, mais uma vez, à Direcção da ANMPN.

Na sequência da nossa resposta enviada à Parque Expo, em 09 de Dezembro, p.p., subordinada ao assunto "Presidência Portuguesa da UE – 2º Semestre de 2007", recebemos do Sr. Presidente do CA da Parque Expo, o Ofício que publicamos abaixo na íntegra para conhecimento dos nossos associados e visitantes do site.

Após o texto do Ofício, publicamos também a resposta da Direcção da ANMPN,

consubstanciada em Carta enviada ao Sr. Dr. Rolando Martins Borges, Digmo. Presidente do CA daquela empresa.

Saudações Náuticas,

A Direcção da ANMPN


 

Exmo Senhor
Presidente da Associação Náutica da Marina do Parque das Nações
Apartado 267
2776-903 Carcavelos Codex

v/ref : Dir 710/2006 v/Data: 09/12/2006 n/ref: ADM.07.CT112/RBM.mts data : 04.01.2007

Assunto : Presidência Portuguesa da EU – 2º Semestre de 2007

Exmos Senhores

Referimo-nos à v/carta do passado dia 9 sobre o assunto mencionado em epígrafe.

Registamos o facto, insólito, da referida carta, apesar de directamente endereçada à Parque Expo, ter sido antecipadamente publicada no site da ANMPN.

Persistem V.Exas na acusação de falta de interesse e empenhamento da Parque Expo no processo de reabilitação da Marina.

Mais uma vez recorrem V.Exas, para abono dessa tese extraordinária, a uma grave distorção dos factos.

Com efeito, na reunião de 18 de Janeiro de 2005 referida no v/carta, o então Presidente da Sociedade Marina Do Parque das Nações deu conta do desenvolvimento do estudo prévio de um projecto imobiliário, entretanto abandonado por ausência de enquadramento urbanístico, que previa a construção de três edifícios na Bacia Norte e não, como V.Exa afirmam, do projecto de reabilitação da Marina, aliás à data inexistente.

Esta reiterada actuação de V.Exas, nos nos permite partilhar a apreciação encomiástica do v/associado sobre o papel da Direcção da ANMPN no processo de reactivação da Marina do Parque das Nações, citada na v/carta.

Com os melhores cumprimentos

Rolando Borges Martins
Presidente


Exmo. Senhor,
Dr. Rolando Martins Borges
Digmo. Presidente do Conselho de Administração da Parque Expo 98, SA
Av. D. João II, lote 1.07.2.1
1990 – 096 LISBOA

 
n/ref Dir 711/2006 - v/ref ADM:07.CT112/RBM.mts de 04-01-2007 - Data: 11-01-2007


Assunto :
Presidência Portuguesa da EU – 2º Semestre de 2007

Agradecemos a sua resposta à nossa Carta de 09/12/2006 que mereceu a nossa melhor atenção.

Muito sucintamente, queríamos apenas chamar à atenção de V. Ex.ª para duas questões:

  1. Sobre a nossa acusação “persistente”, de falta de interesse e empenhamento por parte da Parque Expo no que à Marina do Parque das Nações diz respeito, cumpre-nos;

    1.1 - A evidência da nossa afirmação está, infelizmente para todos nós que nos preocupamos pelo estado a que chegou a infra-estrutura, amplamente demonstrada no local, à vista dos milhões de visitantes do Parque das Nações.

    1.2 - A justificação que encontramos para o facto de a Parque Expo não reconhecer a falta de dedicação a dossier da marina, é talvez a ausência de visitas ao local por parte do seu C.A., espaço que actualmente apresenta um estado verdadeiramente calamitoso, devido à acumulação de lixo nas bacias em resultado das recentes “cheias”.

  2. Como poderemos sustentar a dedicação ao Mar por parte da próxima presidência Portuguesa da U.E., se a menos de meia milha náutica, “oferecemos” a todos um espectáculo de deplorável abandono e de desleixo, consubstanciado na única infra-estrutura do género da cidade de Lisboa a capital do país de marinheiros?

    No respeitante à afirmação do que foi apresentado às Direcções da ANMPN e AMCPN na reunião de 18 de Janeiro de 2005 pelo então presidente da MPN, foi apenas um estudo prévio de um projecto imobiliário, recordamos as declarações do Dr. Fernando Antunes ao Semanário Económico em 30 Dezembro 2004:


    “De acordo com o presidente da sociedade, a solução para o projecto,    ainda não totalmente definida, deverá passar pela dragagem e colocação de comportas que darão origem a uma marina "semi-fechada", devido às elevadas taxas de assoreamento registadas. Pôr a marina operacional implicará um investimento calculado em 7,1 milhões de euros.”

na reunião de 18 de Janeiro de 2005 o Dr. Fernando Antunes referiu:

Até ao final de Janeiro ficará concluído um estudo de pormenor a submeter à Câmara Municipal de Lisboa, dado ter sido necessário efectuar alguns ajustes da componente construtiva, destinada a garantir a viabilidade da marina”.

Vir agora afirmar-se que, naquela data, aquilo que a MPN tinha efectuado, depois de estar há mais de um ano a trabalhar no Projecto de Reabilitação da Marina, era apenas “um estudo prévio de um projecto imobiliário”, é algo que consideramos inimaginável. Mais uma vez, citamos o Dr. Fernando Antunes que referia a 7 de Janeiro de 2005 ao JN:

“O porto de recreio do Parque das Nações vai estar totalmente operacional até final do ano, com cerca de metade do numero de postos de amarração inicialmente previstos e o triplo da área de construção, apurou o JN junto de Fernando Antunes, presidente do Conselho de Administração da Marina do    Parque das Nações SA, empresa a quem foi confiada a concessão do espaço. As embarcações ficam na bacia sul e as actividades náuticas na norte”.

Pelo exposto e pelas evidências demonstradas, concluímos que as afirmações de V.Exa carecem, em nosso entender, de qualquer fundamento.

Resta-nos esclarecer que a actual Direcção publica no seu site toda a informação e documentação considerada importante para o cabal esclarecimento da evolução do “dossier” Marina do Parque das Nações, quer para conhecimento dos nossos associados quer das demais partes interessadas. Poderemos dizer que, neste aspecto, estamos em perfeito alinhamento com o programa “simplex” lançado pelo actual governo que tutela a Parque Expo.

A circunstância de publicarmos a carta que dirigimos a V.Exa antes de sua recepção, resulta tão só dos problemas havidos nos CTT em todo o mês de Dezembro. Por outro lado é a forma mais ágil e eficiente de fazer chegar a todos os associados informação actualizada a custos reduzidos (simplex).

Não queremos deixar de reafirmar o nosso profundo empenho na recuperação efectiva da Marina do Parque das Nações.

Acreditamos que a empresa que V.Exa preside comungue igualmente do nosso empenho.

No entanto, a diferença que nos separa é que mais de 5 anos passados parecem não representar para V.Exas qualquer incómodo. Para nós, enquanto cidadãos, passados mais de cinco anos em que pouco ou nada foi feito na Marina do Parque das Nações, representa a vergonha e o exemplo vivo da forma como em Portugal se defende o interesse público e a imagem do país.

Creia-nos, com os melhores cumprimentos,

Saudações Náuticas

Manuel Ventura,
Presidente da Direcção

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