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Informações: 2006.11.30

Parque das Nações – Um outro Natal

Recebemos da Direcção da AMCPN - Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações, uma Nota à Comunicação Social intitulada - "Parque das Nações – Um outro Natal", que publicamos abaixo na íntegra, para conhecimento dos nossos associados e visitantes do Site.

Chamamos atenção para a Nota de Direcção inserida no final do documento.


Parque das Nações – Um outro Natal

Nesta quadra de Natal, a Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações não pode deixar de lavrar o seu veemente protesto pelo desprezo, abandono e ostracismo, a que o Parque das Nações é votado pelas autarquias de Lisboa e Loures, com o silêncio cúmplice do Poder Central.

Com efeito, a exemplo do que sempre sucedeu desde 2000, o Parque das Nações demarca-se das restantes zonas que o envolvem e das autarquias em que está integrado – dois concelhos: Lisboa e Loures; três freguesias: Santa Maria dos Olivais, Moscavide e Sacavém -, pela ausência de qualquer referência à quadra festiva que se atravessa.

Os muitos milhares – entre os dois e os três milhões – de pessoas que visitam este espaço, que é apresentado como uma referência ao país e ao mundo, são confrontados com esta situação sui generis e única em Portugal, traduzida na ausência de iluminação pública ou qualquer outra decoração de Natal.

Para os ditos responsáveis, que sempre que nós dizemos que o Parque das Nações é “terra de ninguém”, se apressam a vir a público, contrariar essa afirmação – sempre demonstrada por inúmeros exemplos - aqui está mais uma situação que mostra de que lado está a razão.

É que a “marcação do terreno” não se faz com a simples colocação de placas informativas de pertença do Parque das Nações às correspondentes autarquias. Manifesta-se, através da assunção das inerentes responsabilidades de gestão, o que claramente, não tem acontecido.

Na verdade, sendo, essencialmente, uma criação do Poder Central, este projecto, encerrada que foi a Expo’98 e distribuídas as habituais medalhas e condecorações pelos responsáveis directos pela gestação e montagem da mesma, esqueceu, por completo o projecto urbano que lhe estava associado e correspondentes compromissos que havia assumido perante o país de fazer desta Zona, um espaço de elevado nível, que serviria de âncora para a requalificação urbana de outras cidades e vilas de Portugal. Desde então, a preocupação, única, do Poder Centrar tem sido a de garantir que o projecto urbano suporte na integralidade os custos da Exposição, viabilizando todas as medidas e atropelos necessários a tal desiderato. Daí, que nada tenha feito para construir os equipamentos de serviço público que são da sua responsabilidade, nomeadamente, escolas e Centro de Saúde.

Quanto ao Poder Local, além de ter inviabilizado uma gestão unificada através da SGU – Sociedade de Gestão Urbana, já depois desta empresa estar constituída, continua na sui generis e única situação do país consubstanciada em arrecadar receitas autárquicas emergentes deste espaço, mas sem gastar aqui um cêntimo que seja das mesmas.

Também aqui o rei vai nu!

E a Parque Expo, como “mãe de aluguer” do Parque das Nações, também não deve limitar-se a um papel passivo e de mera promotora imobiliária, esperando que as coisas aconteçam. Pelas responsabilidades que teve na génese e desenvolvimento deste grande projecto urbanístico, esperam os moradores e comerciantes que a mesma seja pró-activa e catalisadora de soluções e medidas que ponham termo a este estado de abandono a que o seu “filho” está votado.

É para pôr termo a situações como estas que os moradores e comerciantes do Parque das Nações vêm exigindo a criação da Freguesia do Oriente!

Estão, por isso, ansiosos pelo seu Natal!

Parque das Nações, 28 de Novembro de 2006

O Presidente da Direcção,

José Manuel Rodrigues Moreno


Nota da ANMPN

A nossa associação revê-se na íntegra na nota à comunicação social, recentemente distribuída pela AMCPN.

Efectivamente, parece que o abandono não é uma fatalidade exclusiva da Marina do Parque das Nações. De facto, o desígnio do abandono parece ter alastrado a todo o Parque das Nações, um local que é gerido por uma entidade - ParqueExpo,SA - que, muito embora agite bem alto a sua bandeira da Qualidade de Empresa Certificada - ISO9001:2000, o seu produto - “Parque das Nações”, que constituiu o seu berço e principal referência, está fora do âmbito da certificação, podendo desta forma ser mantido neste estado de completo abandono, sem que a Certificação de Qualidade seja sequer “beliscada”.

É preocupante verificar que cada dia que passa é factor de angústia e dificuldades para todos que um dia apostaram num projecto singular onde as promessas de uma vida melhor, plena de qualidade e originalidade eram uma constante. A realidade vivida no dia a dia no Parque das Nações é bem diferente.

As promessas de uma vida feliz, deram lugar a dias de dificuldade e a um futuro de grande incerteza.

Porque existe uma clara similitude entre os objectivos e princípios que presidem às nossas associações, acompanhamos a posição da AMCPN, referida na sua Nota de Imprensa.

Não celebrar a festividade natalícia, significa não celebrar a alegria num lugar de prometida eleição e qualidade.

De facto, nem uma mão cheia de luzes de Natal iluminará o cinzento com que todos os responsáveis pelo projecto pintaram o Parque das Nações!

Saudações Náuticas,

A Direcção da ANMPN



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