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Dossiê TLx10 – Plano Estratégico Turismo de Lisboa 2007-2010 foi aprovado a 22 de Junho p.p..

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O Plano Estratégico do Turismo de Lisboa 2007-2010 (TLx10), para o qual a Direcção da ANMPN deu também a sua contribuição, foi aprovado por unanimidade a 22 de Junho, e define como objectivo que a Cidade seja visitada, anualmente, por mais de dois milhões de turistas estrangeiros a partir de 2010.
Este objectivo, que decorre do aumento anual de 5,4% no número de visitantes, originará uma subida, igualmente anual, de 8,5% nas receitas hoteleiras, aproximando o desempenho turístico de Lisboa ao das melhores práticas europeias.
O Plano define ainda o aumento da notoriedade de Lisboa junto de turistas e de operadores turísticos e a manutenção dos actuais altos níveis de satisfação dos visitantes, para que receba mais 470 mil turistas internacionais por ano. |
O TLx10 “desenha” as três micro-centralidades turísticas do Centro Histórico, de Belém e do Parque das Nações, interligadas pelo Eixo Ribeirinho, as quais reforçarão a proposta de valor e prioritizarão investimentos na oferta. Sublinha ainda a importância de eventos regulares – indicando especificamente três (Festival dos Oceanos, Evento Multiculturas e Evento Gastronomia) - como factores de atracção turística, permitindo, nomeadamente, compensar períodos de baixa sazonalidade.
Das três micro-centralidades turísticas – Belém, Centro
Histórico e Parque das Nações -, interligadas
pelo Eixo Ribeirinho, o Centro Histórico personificará “a alma
da Cidade”, com séculos de história.
Belém
representará a “Lisboa dos Descobrimentos”,
um importante pólo museológico e
cultural com ligações ao rio/mar. Aqui
será implementado o projecto “Belém
Redescoberta”, que passa pela transferência
do Museu dos Coches e pela criação
de um novo Museu de Arte Moderna e
Contemporânea, equacionando-se como
iniciativa adicional a expansão do Centro
Cultural de Belém.
O Parque das Nações apresenta-se como
a “Lisboa Moderna”, uma centralidade
onde o Pavilhão de Portugal poderá ser
utilizado como atracção cultural de impacto
internacional. A construção do novo Centro
de Congressos e o desenvolvimento da
oferta integrada com a FIL e Pavilhão
Atlântico, permitirão acolher congressos até
15 mil participantes (Mega Complexo MICE).
O Eixo Ribeirinho é multifuncional e com
forte componente de modernidade, onde
será dado enfoque à náutica de recreio e à actividade marítimo-turística, para além
da facilitação/promoção de projectos
imobiliários requalificados, como o
Alcântara XXI e a zona do Beato.
O Centro Histórico, com os quatro núcleos
Baixa-Chiado, Alfama/Castelo/Mouraria,
Avenida da Liberdade/Parque Eduardo VII e
Bairro Alto/Santos, proporcionará ao turista
experiências distintas. A Baixa-Chiado encarnará a “alma de
Lisboa para viver ao longo do dia”, Alfama/
Castelo/Mouraria funcionarão como bairros
populares ricos em tradições portuguesas,
enquanto a Avenida da Liberdade revestir-se-á de glamour e será ideal para fazer compras
de qualidade e assistir a espectáculos com
programação cultural diversificada. Bairro
Alto/Santos, apresentado como “dois bairros,
um dia, muitas experiências”, mostrará três
faces diferentes, consoante a visita seja feita
de manhã, à tarde ou à noite.
(...)
" in Revista do Turismo de Lisboa de Julho de 2006 "
Nota de Direcção:
O Plano ora aprovado aponta para o desenvolvimento da Náutica de Recreio e para a dinamização do Turismo de Vertente Náutica, para assegurar a reabilitação das zonas ribeirinhas e a harmonia da Cidade com o Rio que lhe deu alma. Aponta também para o regresso do Festival dos Oceanos como um evento de notoriedade capaz de potenciar o aumento do n.º de visitantes. É curioso notar que, após a realização da Expo dos Oceanos, o Festival dos Oceanos teve apenas lugar durante três anos, até 2001, situação que mostra bem o rápido esquecimento a que foi votado o tema da Expo'98, por parte da autarquia de Lisboa e da Parque Expo'98.
Esperemos que a aprovação do presente Plano Estratégico represente um virar de página nesta matéria, e que não se fique apenas no slideware que tem caracterizado as mais recentes iniciativas dos nossos governantes.
Saudações Náuticas,
A Direcção da ANMPN
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