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Lisboa - A Cidade, o rio e o Turismo
A Edição de Março da Revista do Turismo de Lisboa, traz um editorial do seu Presidente - Dr. Fontão de Carvalho -, o qual, pela relevância do conteúdo, optamos por transcrevê-lo aqui, na íntegra, para conhecimento dos nossos associados e visitantes do site.
Chamamos à atenção para a Nota da Direcção da ANMPN inserida no final do Editorial. Muito embora seja com manifesto regozijo que registamos a estratégia aqui referida pelo presidente do Turismo de Lisboa, consubstanciada |
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numa dinamização das zonas ribeirinhas e do turismo de vertente náutica, não podemos deixar de registar também a nossa indignação pelo alheamento sobre a situação de desleixo e abandono da Marina do Parque das Nações das Nações, um dos ex-libris da Expo'98, e que constituirá com certeza um pilar estruturante no estabelecimento desta visão para o desenvolvimento do turismo na capital nos próximos anos.
A Direcção da ANMPN
- Editorial da Revista do Turismo de Lisboa de Março 2006 -
Lisboa
A Cidade, o rio e o Turismo
O Turismo de Cruzeiros tem vindo a assumir uma importância cada vez maior
para o conjunto do Turismo da cidade de Lisboa, constituindo não só um dos
produtos emergentes, mas também contribuindo para a diferenciação do nosso
destino turístico.
Todos os anos passam pelo porto de Lisboa, 250 mil visitantes estrangeiros que,
segundo os nossos inquéritos, avaliam positivamente a sua visita, recomendam
Lisboa como destino turístico, em geral, e de cruzeiros, em particular, e encaram
como “bastante provável” o regresso à nossa cidade noutras viagens.
Foi a pensar neste mercado que o Turismo de Lisboa e a Administração do Porto
de Lisboa celebraram um protocolo com o objectivo de melhorar a forma como
os passageiros dos cruzeiros são recebidos.
Todos sabemos que se trata de uma solução provisória, embora muito
importante, e que só o anunciado Terminal de Cruzeiros em Santa Apolónia
poderá criar em definitivo condições dignas de recepção daqueles visitantes.
Esperemos, pois, que seja possível à Administração do Porto de Lisboa
concretizar este projecto o mais rapidamente possível.
Mas também desejamos que este conjunto de melhorias a nível da operação
dos Cruzeiros, seja apenas um dos passos para que, finalmente, se criem todas as
condições, para encarar o estuário do Tejo como um magnífico recurso turístico,
passível de ser aproveitado nas suas múltiplas vertentes.
A reconversão de áreas obsoletas com interesse paisagístico e ambiental
nas margens do rio para funções turísticas, o desenvolvimento da actividade
marítimo-turística, o fomento do Turismo Náutico e os eventos ligados ao rio são
componentes fundamentais de uma estratégia que cremos ser partilhada pela
APL, pela CML e pelo Turismo de Lisboa.
Depois das importantes conquistas dos anos 90 na zona ribeirinha, como a
construção do Parque das Nações e a reconversão das Docas de Lisboa, é altura
de atingirmos um novo patamar.
Carlos Fontão de Carvalho
Presidente do Turismo de Lisboa
Nota da Direcção:
A Direcção da ANMPN regista com agrado a estratégia que é aqui espelhada no presente Editorial do Sr. Dr. Fontão de Carvalho, que consubstancia o aproveitamento do Grande Estuário do Tejo e das suas zonas ribeirinhas para potenciar e dinamizar o turismo, em particular, o de vertente náutica.
Recordando a Carta enviada à CML em Julho de 2005, em nosso entendimento, é também necessário:
- Dinamizar e potenciar o desenvolvimento do Turismo de vertente náutica no estuário do Tejo, entre Oeiras e Valada, a exemplo do que já acontece em outros rios (Douro e Guadiana), em pleno respeito pelo meio ambiente e pela cultura das populações ribeirinhas;
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- Estabelecer uma ligação forte entre a cidade e o rio, rio que representa a alma de Lisboa, com reflexos óbvios na promoção da capital;
- Terminar com o “espectáculo” deprimente em que se encontra a marina do Parque das Nações, que apesar de inserida num local nobre e de rara beleza da cidade, está há cerca de quatro anos completamente votada ao desleixo e abandono;
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Apesar das declarações do Prof. Carmona durante a Campanha Eleitoral, na visita que efectuou ao Parque das Nações acompanhado do Dr. Fontão de Carvalho, - sic. "(...) obra mal feita de raiz e que exige agora uma análise profunda para dizer qual é a melhor solução,
uma solução que deve ser tão rápida quanto possível, suportada por protocolos públicos e exigindo, por isso, o consenso das várias entidades responsáveis (...) ", passados que foram oito meses,
desconhece-se qualquer acção da CML para desbloquear esta situação.
Apenas veio a público uma declaração do Prof. Carmona, na data da assinatura do Protocolo com a Parque Expo (19 Outubro 2005) - sic. "(...) a Marina do Parque das Nações, actualmente desactivada, deve ser reabilitada no mais curto espaço de tempo (...)", declaração esta que foi secundada, no mesmo dia, por outra do Dr. Rolando Martins - Presidente do CA da Parque Expo, referindo sic. "(...) também falta definir quando serão efectuadas e quem pagará as obras para reabilitar a marina do Parque das Nações (...)"
A Direcção da ANMPN manifesta desta forma a sua perplexidade pelo continuado alheamento ao problema da marina por parte das entidades responsáveis pelo desenvolvimento do Turismo em Lisboa. Apesar da já confirmada realização de um evento de projecção mundial - WaterfrontExpo - em Outubro de 2007 na zona ribeirinha do Parque das Nações, o qual servirá com certeza para alavancar a estratégia definida pelo TLx10 – Plano Estratégico Turismo de Lisboa 2007-2010, não foram até ao momento estabelecidas quaisquer acções que assegurem uma recuperação atempada da Marina do Parque das Nações para este Evento.
Como temos vindo a referir em comunicados anteriores, a realização da WaterfrontExpo2007 na frente ribeirinha do Parque das Nações, num eventual cenário da marina ainda |
convertida em "Tanque de Lama", será uma evidente descredibilização e vergonha para Portugal, para o Turismo de Lisboa, e, em última análise, para a própria organização das WaterfrontExpo.
Qualquer estratégia para o Turismo de Lisboa suportada na qualidade das suas zonas ribeirinhas, muito dificilmente produzirá resultados, se esta péssima imagem for passada para o exterior durante o referido evento. |
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Nesse sentido, contamos com o envolvimento e empenho do Turismo de Lisboa, da CML, da Parque Expo, de modo a que, em articulação com a Sociedade MPN, a concretização do projecto de reabilitação da Marina do Parque das Nações entre em "velocidade de cruzeiro", estabelecendo como "milestone" para a sua conclusão o "Verão de 2007". Tal situação, permitirá que a WaterfrontExpo a ter lugar em Outubro de 2007, constitua uma das primeiras concretizações resultante da estratégia aqui defendida pelo Dr. Fontão de Carvalho - sic. " (...) encarar o estuário do Tejo como um magnífico recurso turístico, passível de ser aproveitado nas suas múltiplas vertentes", a qual subscrevemos na íntegra.
Saudações Náuticas,
A Direcção da ANMPN
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