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Direcção da ANMPN reclama mais uma vez junto da SGS ICS Portugal, sobre o Certificado de Qualidade da Parque Expo,SA.
O alheamento e desprezo pelas queixas dos clientes sobre a qualidade percepcionada no espaço concessionado pela Parque Expo à Sociedade Marina do Parque das Nações, levou a Direcção da ANMPN a apresentar
uma reclamação junto da entidade certificadora do seu Sistema de Qualidade - a SGS ICS Portugal.
Dado que, passados dois meses, não temos conhecimento de qualquer evolução no processo, oficiámos novamente a SGS sobre este assunto, através da carta que abaixo publicamos na íntegra para conhecimento dos nossos associados e visitantes do Site.
A Direcção da ANMPN |
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Exmo. Senhor
Eng. Luís Neves
Director Certificação Qualidade da SGS ICS Portugal
Pólo Tecnológico de Lisboa, 6
Pisos 0 e 1
1600-546 Lisboa
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C/C:
IPAC - Instituto Português de Acreditação, I.P.
IPQ - Instituto Português da Qualidade
Conselho de Administração da Parque Expo, SA.
Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional
Secretário de Estado do Turismo
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
N. Ref. Dir 546/2006 V. Ref. Fax de 28 Dez. Data:Lisboa, 01 Mar. 2006
Assunto: Reclamação sobre entidade certificada
Exmo. Senhor,
A 19 de Dezembro de 2005, a Direcção da ANMPN reclamou junto da SGS sobre o comportamento da entidade por vós certificada – “Parque Expo, SA” -, já que, em nosso entender e baseados nos factos na altura apresentados, a actuação desta entidade não se coaduna com os procedimentos exigidos pela Norma de Gestão da Qualidade ISO 9001:2000.
Em 28 de Dezembro, a SGS oficiou o Conselho de Administração da Parque Expo, no sentido de serem obtidas evidências sobre o tratamento adequado das reclamações relativas ao estado de desleixo e abandono da Marina do Parque das Nações e seus espaços envolventes, de que a Parque Expo é entidade concedente.
Passados que foram dois meses sobre o ofício referido no parágrafo anterior, parece não ter existido apresentação de evidências por parte da entidade certificada – Parque Expo, -, facto que, em nosso entender, denuncia falhas graves no seu sistema de qualidade. Para além da Direcção da ANMPN, o Governo da República, através de SE o Secretário de Estado do Turismo, oficiou o CA da Parque Expo em Outubro de 2005 sobre este assunto. Até ao momento, não temos conhecimento de qualquer resposta.
No local, as imagens de desleixo são deprimentes e ultrajantes para a cidade de Lisboa, capital de um país que procura dinamizar as zonas ribeirinhas como um dos elementos catalisadores de uma nova estratégia para o desenvolvimento do turismo em Portugal.
Uma dessas imagens chocantes do abandono e desleixo a que toda a zona foi votada, é representada pelos restaurantes “flutuantes” da Bacia Norte, em progressivo e preocupante processo de “decomposição”, facto insólito quando a entidade cedente possui a Norma de Gestão da Qualidade ISO 9001:2000 !
As imagens em anexo do vergonhoso desmazelo, indiferença e atentado ao meio ambiente, documentam o “espectáculo” oferecido às centenas de milhares de visitantes que demandam a zona da marina. O Parque das Nações é, segundo a PE e o TL (Turismo de Lisboa), o local mais visitado de Portugal com mais de um milhão de visitantes/mês!
Por muito que a Direcção da ANMPN tenha insistido junto do CA da PE para forrar com papel (ou pintar) as janelas dos restaurantes – acções estas com um custo marginal -, de modo a evitar-se a triste imagem de desmazelo de um local tão nobre, a PE nada fez para inverter esta situação, assumindo um comportamento que, em nosso entender, não pode estar de acordo com o certificado de qualidade que apresenta na área da “Prospecção, Concepção e Renovação Urbana e Requalificação Ambiental”, o qual, foi emitido pela SGS.
Quem esteve ligado a processos de certificação da qualidade, recorda um dos exemplos que normalmente são referidos nas acções de formação, em que o Presidente de uma empresa para medir a maturidade do seu sistema da qualidade, mandou entornar café no hall de entrada da Sede. Passadas duas horas, todos os Directores da Empresa já tinham passado pelo local, e nenhum tinha tomado qualquer acção para corrigir a situação, por entender não fazer parte das suas responsabilidades e competências. Ao final da manhã, em reunião com os Directores, o Presidente revelava a sua amargura com o que se tinha passado, enfatizando que a Certificação Qualidade não pode ser vista apenas como um conjunto de processos e procedimentos que têm de ser levados a rigor, mas e sobretudo, uma preocupação constante pela qualidade, que deverá envolver todos e cada um, aos diferentes níveis da empresa. Só assim, a empresa poderá honrar a certificação que lhe foi atribuída.
Face ao exposto e perante ausência de resposta da PE ao vosso ofício, vimos mais uma vez lavrar o nosso protesto pela manutenção da certificação de qualidade atribuída pela SGS à Parque Expo.
Efectivamente, as diferenças significativas que existem entre o preceituado pela norma ISO 9001:2000 e a prática que a Parque Expo tem revelado no seu dia a dia, estão definitivamente patentes no expediente que sustenta a nossa reclamação, amplamente fundamentada na realidade concreta e vivida há mais de quatro anos na Marina do Parque das Nações e envolventes.
Saudações Náuticas,
Manuel Ventura
Presidente da Direcção
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