N. Ref. Dir 453/2005 V. Ref. CT070/05-SG de 16/11/2005 Data: Lisboa, 02 Dez. 2005
Assunto: Waterfront Expo 2007
Exmo. Senhor Eng. Rui Palma,
Acusamos a recepção da sua carta de 16 de Novembro, a qual foi apreciada por esta Direcção.
Sobre a mesma, entendemos relevar o seguinte:
Lamentavelmente, o CA da Parque Expo vem mais uma vez enjeitar responsabilidades pelo estado de abandono e desleixo em que se encontra a Marina do Parque das Nações, situação que é de todo incompreensível, quer pelo seu estatuto de entidade concedente, quer também pela posição que ocupa como presidente do CA da Sociedade Marina do Parque das Nações.
Por outro lado, ao ostentar o certificado de empresa certificada pela NP ISO 9001:2000, esta posição de total alheamento das não conformidades eximindo-se de responsabilidades enquanto entidade concedente, não se coaduna com o preceituado na secção 8.2.1 – Satisfação do Cliente do normativo em apreço, onde é requerido que a organização “monitorize as informações relativamente à percepção do cliente quanto ao grau de satisfação dos seus requisitos”.
No particular anterior, a Direcção da ANMPN irá questionar a SGS (Empresa Certificadora), o IPQ (Entidade Acreditadora) e a organização da “Waterfront Expo 2007- Lisboa” sobre os factos referidos, afim de obter os necessários esclarecimentos e se for o caso, adequar a sua posição de acordo com as respostas obtidas.
No respeitante ao esforço adicional de limpeza do espaço envolvente da marina no dia da visita da candidatura do Prof. Carmona ao Parque das Nações, reiteramos a nossa posição.
Efectivamente, e apesar de não podermos garantir que o serviço de limpeza efectuado entre 08:30 e as 09:00 em toda a zona da Ponte Cais no dia da visita do Prof. Carmona tenha sido da responsabilidade da Parque Expo,SA, podemos no entanto assegurar que o mesmo foi significativo, considerando que nos últimos três anos a acumulação de lixo e a deterioração de todo o local foi uma constante, situação bem patente nas fotografias que têm vindo a ser divulgadas no nosso site.
Gostaríamos de enfatizar que não nos move qualquer ressentimento contra a Parque Expo. Tudo resulta da nossa dificuldade em compreender e aceitar a posição da empresa enquanto cedente de todo o espaço da Marina. De facto, a concessionária com o seu alheamento e abandono permitiu a degradação de todo o local.
Por sua, vez a Parque Expo a coberto da justificada cedência de direitos à concessionária, reafirma a sua não responsabilidade face à situação criada. Ou seja, nem sequer faz valer e respeitar os termos do Contrato de Concessão, que decerto contém cláusulas restritivas, de salvaguarda e preservação da qualidade da infra-estrutura, nomeadamente, dos espaços envolventes.
Lamentamos entretanto, não ter sido ainda possível obter, quer da parte da Soc. Parque Expo 98 enquanto entidade cedente do espaço, quer da concessionária Marina do Parque das Nações SA, informações quanto às tarefas destinadas a amenizar a evidente degradação de todo o local, bem como, sobre o arranque das obras de recuperação da marina. Continuaremos no entanto, disponíveis para em conjunto e de forma concertada, desenvolver procedimentos que contribuam para a recuperação da imagem da Marina do Parque das Nações.
Finalmente, e não obstante a carta de V.Ex.ª ter terminado sem o habitual parágrafo de cordial despedida, queríamos aproveitar a oportunidade para apresentar os nossos melhores e respeitosos cumprimentos e os votos sinceros de uma quadra festiva plena concórdia, paz e alegria.
Saudações Náuticas
Manuel Ventura
Presidente da Direcção
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