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Associação Náutica da Marina
do Parque das Nações


 
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Informações: 2005.10.20
Secretário de Estado de Turismo responde à Direcção da ANMPN

Recebemos do Gabinete de Sua Excelência o Secretário de Estado do Turismo, a Carta e o Despacho exarado sobre uma informação elaborada na SET relativa ao Processo da Marina, que transcrevemos abaixo na íntegra para conhecimento dos nossos associados e visitantes do site.

Chamamos ainda à atenção para a Nota da Direcção da ANMPN inserida no final da transcrição.

Saudações Náuticas,

A Direcção da ANMPN


Ministério da Economia e da Inovação
Gabinete do Secretário de Estado do Turismo

  Exmo Senhor
Manuel Ventura
Presidente da Direcção da Associação
Náutica da Marina do Parque das Nações
Passeio das Gáveas, lote 4.22.01
Fracção A, Moradia J
Parque das Nações
1990 – 413 LISBOA

N/referência Proc.17.01.85/05 1200 – 221 Lisboa Reg. 9981

Assunto : Marina do Parque das Nações

 

Encarrega-me Sua Excelência o Secretário de Estado do Turismo, de em resposta à v/carta nº 443/2005 de 05.09.05, enviar a V.Exª cópia da informação nº 50/SET/2005/MFV de 30.09.05 deste Gabinete, referente ao assunto mencionado em epígrafe, no qual exarou o Despacho nº 314-XVII/2005/SET, que se transcreve :

1.De acordo com a proposta de sequência.
2.Notifique-se a Parque Expo para o efeito.
Ass) Bernardo Trindade
2005/10/11.
"

Com os melhores cumprimentos,

O Chefe do Gabinete

Luís Araújo


Ministério da Economia e da Inovação
Gabinete do Secretário de Estado do Turismo


  Despacho nº 314-XVII/2005/SET

1. De acordo com a proposta de sequência

2. Notifique-se a Parque Expo para o efeito

Assina
Bernardo Trindade
Secretário de Estado do Turismo

 

Informação nº 50/SET/2005/MFV DATA : 2005.09.30

Assunto: Marina do Parque das Nações
ANMPN – Associação Náutica da Marina do Parque das Nações
Processo nº 17.01.85/05

A ANMPN EM 26 DE Julho do corrente ano enviou cartas ao Sr. Primeiro-Ministro, ao Sr. Ministro da Economia e da Inovação, ao Sr. Secretário de Estado do Turismo, à Câmara Municipal de Lisboa e à Sociedade Parque Expo 98, nas quais chamava à atenção para o estado de abandono da Marina do Parque das Nações e avançava com uma proposta de solução para este problema.

A solução proposta passava pelo envolvimento de um conjunto de entidades, que seriam a Sociedade Parque Expo 98, a Câmara Municipal de Lisboa e o Governo.

Nessa carta eram mencionadas reuniões havidas com a Parque Expo 98 e com a CM de Lisboa, respectivamente em 8 de Julho e em 11 de Maio do corrente ano, e nas quais, de acordo com o exposto na carta, foi assumido o compromisso de resolver o assunto, tendo já sido iniciado o processo de licenciamento junto da CM de Lisboa.

Vem a ANMPN enviar nova carta ao Sr. Ministro da Economia e da Inovação na qual reitera o sentido da carta anterior no sentido de rapidamente se resolver o assunto da Marina, que se arrasta há mais de 3 anos.

Pesquisados os antecedentes do assunto nesta Secretaria de Estado verifica-se que:

  • Em Novembro de 2002 a ANMPN colocou ao então Secretário de Estado do Turismo, Dr. Pedro Almeida, o problema jurídico da Marina da EXPO98 e a ausência de dialogo entre os diversos intervenientes.
  • Em finais de Novembro a ANMPN envia ao SET uma síntese de todo o percurso da Marina, desde concurso público para a concessão do porto de recreio até à rescisão unilateral do contrato de concessão por parte da Parque Expo e à assinatura da Declaração Conjunta entre a Parque Expo e a concessionária Marinaexpo.
  • Pelo despacho 655/SET/02, foram solicitados os bons ofícios da Parque Expo para superação da situação criada.
  • Em Janeiro de 2003 a Parque Expo remete ao Gabinete do SET um Memorando contendo o enquadramento histórico e a situação da MARINAEXPO, à época.
  • Em Abril de 2003 a ANMPN dirige-se ao Engº Luís Correia da Silva, que tinha tomado posse como SET, colocando novamente a questão da Marina.
  • Na mesma data, a ANMPN colocou ao então Ministro da Economia, Dr. Carlos Tavares, o problema do abandono da Marina da EXPO98.
  • Este ofício da Associação foi remetido ao Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, em 14 de Maio.
  • Em Janeiro de 2004 a ANMPN dirige-se novamente ao Ministro da Economia, que reencaminha o assunto para o Secretário de Estado de Turismo, com pedido de opinião.
  • Em Fevereiro de 2004 a ANMPN dirige-se ao Secretário de Estado do Turismo, expondo novamente a situação de degradação e abandono da Marina, colocando a tónica na péssima imagem que foi transmitida internacionalmente em 2003, durante a realização da exposição Nauticampo, com a Marina no estado descrito.
  • Sobre este ofício da ANMPN recaiu o Despacho nº 300-XV/2004/SET, de 8 de Agosto, que se transcreve:

    “Visto com muita preocupação.

    1- Ao Senhor Ministro-adjunto, ao Sr. Ministro das Cidades, Ordenamento do Território a Ambiente e ao Sr. S.E. das Obras Publicas, referindo que as preocupações expressas nesta comunicação fazem todo o sentido.

    2- Caso a entidade responsável pela gestão da Marina Do Parque das Nações não acautelar os aspectos de segurança e da manutenção e limpeza da infra-estrutura e envolvendo, poderá por em causa muito do esforço e investimento feito na projecção da imagem de Portugal no exterior.

    3- A S.E. do Turismo está disponível para tentar uma concertação de entidades no sentido de dar resposta em tempo útil às questões levantadas nesta informação.

    C/C ICEP – Drª M Torres

    Ass: Luís Correia da Silva
    2004.03.08"

  • Em Abril de 2004 o Gabinete do SET dirigiu-se ao Presidente da Parque EXPO98, recordando o acompanhamento da situação por parte do SET e os diversos contactos entre o SET e a Parque EXPO, solicitando informação sobre eventual conclusão dos processos, dado já ter passado mais de um ano sobre o último contacto estabelecido.
  • Em 20 de Abril de 2004 a Parque Expo 98 S.A. informa que:

    • Só detém 16% de participação no capital social da Sociedade Marina Parque das Nações S.A. concessionária do espaço náutico em causa.
    • Na sequência de um longo processo jurídico foi possível obter uma solução positiva para a Marina através da aceitação pelos credores do ex-concessionário da transformação dos seus créditos em capital.
    • tomou posse um novo Conselho de Administração
    • Foi dotada a concessionária de meios operacionais a fim de desenvolver um estudo e caracterização de condicionantes e potencialidades e elaborar um plano de desenvolvimento estratégico com a perspectiva de rapidamente retomar a actividade e criar condições para o regresso de embarcações à Marina.
    • Só após a conclusão deste estudo se elaborariam os projectos e se desencadearia a empreitada de obras, estas ultimas muito complexas, devido ao assoreamento da Marina.
    • Não se justificarem gastos desnecessários com acções de maquilhagem da Marina, os quais devem ser canalizados para as obras de fundo.
    • A ANMPN estava plenamente informada desta situação, não sendo expectável que a retoma de actividade ocorresse antes do fim de 2004.

  • Em Maio de 2004 o Gabinete do SET oficiou a ANMPN informando-a do teor dos esclarecimentos prestados pela Parque Expo.
  • Em Novembro de 2004 a ANMPN dirige-se aos Ministros do Turismo e das Actividades Económicas colocando novamente a questão da Marina da EXPO, tendo este ultimo reencaminhado o assunto para a tutela do Turismo.

Conclusão e proposta de sequência

Do exposto e tendo passado mais de um ano sobre a informação prestada pela Sociedade Parque Expo, em Abril de 2004, propõe-se oficiar a mesma entidade solicitando o ponto da situação da Marina do Parque das Nações, nomeadamente da conclusão dos estudos de caracterização de condicionantes e potencialidades e do plano de desenvolvimento estratégico, referidos no oficio da Parque Expo, de 20 de Abril de 2004, e se já foi desencadeado o processo referente à empreitada de obras necessárias à criação de condições para o regresso de embarcações à Marina.

À consideração superior

A Adjunta


Maria Fernanda Vara

Lisboa, 30 de Setembro de 2005


Nota da Direcção da ANMPN

O Despacho nº 314/2005 de Sua Excelência o Secretário de Estado de Turismo deixa-nos, como é compreensível, bastante gratificados.

Efectivamente, a causa que nos move e que com firmeza acreditamos, foi sintetizada de forma exemplar pela Secretaria de Estado do Turismo na pessoa da Adjunta - Dra. Maria Fernanda Vara -, mostrando na sua Informação para o Senhor Secretário de Estado o tortuoso caminho do Processo de Recuperação da Marina do Parque das Nações, colocando a nu os frágeis argumentos que, ao longo destes últimos três anos, as sucessivas entidades com responsabilidade no local foram utilizando para justificar a sua incapacidade em encontrar soluções.

Tínhamos esperança que a realização próxima de alguns eventos na zona sul do Parque das Nações, a começar pela mediática realização da entrega dos prémios “ MTV awards” pudesse ser factor de sensibilização. Infelizmente, a postura até agora adoptada parece ser a de sempre, ou seja, inércia absoluta sobre o continuado estado de desleixo e abandono que caracteriza todo aquele espaço.

Portugal não pode continuar a permitir que situações como a Marina do Parque das Nações, infra-estrutura única da capital do país de marinheiros, manchem e descredibilizem a imagem do país e comprometam todas as campanhas e esforços promocionais destinados a solidificar o conceito de modernidade, excelência e diversidade que se pretende para o turismo português.

 

O que terão pensado os participantes da Conferência dos Oceanos recentemente realizada no Parque das Nações, quando compararam o teor do discurso de sua Excelência o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal com a realidade mesmo ali ao lado, consubstanciada no Tanque de Lama (o maior da Europa) em que está convertida a Marina do Parque das Nações?
Por fim, agradecemos publicamente a Sua Excelência o Secretário de Estado do Turismo, Dr. Bernardo Trindade e à sua Adjunta, Dra. Maria Fernanda Vara, todo o interesse por este processo e o excelente trabalho efectuado. Ficámos cientes que para os responsáveis pelo turismo em Portugal, a situação da Marina do Parque das Nações não foi nem é de todo aceitável e que constitui motivo de grande preocupação!
Esperamos que o CA da Parque Expo e a CML com o suporte e apoio do Governo da República possam de uma vez por todas inverter a situação vigente. É fundamental que as obras de recuperação possam ter início a breve prazo, restituindo a dignidade à "Waterfront" criada com a Expo’98, para permitir o regresso das embarcações e restabelecer o polo de animação náutica que caracterizou o espaço marina durante a exposição universal dos oceanos. Faltará apenas «um pouco mais de Sol e um pouco mais de Azul...! »

 

A Direcção da ANMPN


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