|
Notas sobre a Visita da Candidatura do Prof. Carmona Rodrigues ao Parque das Nações.
Na sequência do convite da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações (AMCPN), deslocou-se esta manhã ao Parque das Nações, o candidato à Câmara Municipal de Lisboa, Prof. Carmona Rodrigues.
A ANMPN esteve representada pelo presidente e vice-presidente da direcção, respectivamente, Manuel Ventura e Paulo Andrade.
A visita iniciou-se pela zona Sul do PN, local da marina, pelo que o Prof. Carmona Rodrigues pode tomar verdadeira consciência do estado de completa degradação de todo o local. Amavelmente, o Dr. José Moreno, presidente da AMCPN, convidou-nos a expor ao Prof. Carmona Rodrigues toda a problemática da marina, acto que ficou a cargo do nosso vice-presidente Paulo Andrade, que fez uma fez uma síntese da situação, tendo recordado as várias etapas de todo o processo.
| O Prof. Carmona Rodrigues mostrou muito interesse e por diversas ocasiões questionou a nossa associação, a qual fez notar que, em seu entender, também a CML tem responsabilidades no estado actual da marina. Efectivamente, após a decisão do Tribunal Comercial que aprovou a recuperação da marina em Julho de 2003, não se reconhece qualquer envolvimento da CML para assegurar uma maior celeridade ao processo, que permitisse dotar a capital do país de uma marina, terminando assim com o espectáculo deprimente de desleixo e abandono que o local mais visitado de Lisboa apresenta. |
|
| O candidato rejeitou a acusação, afirmando que estamos perante um erro do projecto inicial, sendo portanto responsabilidade da Parque Expo assumir a sua correcção. Apesar disso, reconheceu não ser possível continuar a manter a situação actual, referindo estar a CML disponível para em conjunto com a Parque Expo e o Governo, encontrar uma alternativa que permita solucionar rapidamente este problema.
|
|
Segundo o Professor Carmona, não lhe parece que a hipótese de viabilizar a marina através de um aumento da componente construtiva, que obriga a alterações de Plano Pormenor com uma duração estimada de três anos, possa ser considerada como uma boa alternativa, face à complexidade associada a este tipo de processo.
Como conclusão, e tal como foi publicado no Site da Candidatura – Lisboa para todos -, « Carmona Rodrigues afirmou que esta foi uma “obra mal feita de raiz e que exige agora uma análise profunda para dizer qual é a melhor solução”, |
uma solução que deve ser “tão rápida quanto possível”, suportada por protocolos públicos e exigindo, por isso, o consenso das várias entidades responsáveis”».
Esta posição, em nosso entender, está alinhada com a nossa proposta consubstanciada na Carta - «Como assegurar a abertura da Marina do Parque das Nações no Verão de 2006 », enviada a 26 de Julho de 2005 à Parque Expo, Câmara Municipal de Lisboa e Governo da República, onde se refere que a solução para o problema da Marina do Parque das Nações passa necessariamente pelo envolvimento destas entidades, as quais terão de pautar a sua actuação, de forma alinhada e balizada por uma estratégia comum, única forma de potenciar sinergias e garantir a celeridade que o processo merece e o país exige.
|
A ANMPN depois de referir ao candidato que muitos dos pontos do seu programa de campanha, nomeadamente, os relativos a - “devolver o rio à cidade” e “dinamizar as zonas ribeirinhas e a náutica de recreio” - passam pela necessidade de efectuar uma recuperação rápida daquela infra-estrutura, desafiou o Professor Carmona a assumir o papel de catalisador de todo o processo, sentando à mesma mesa as entidades envolvidas, no sentido de ser obtido o consenso que consubstancie o “protocolo público” para a solução rápida do problema. |
|
A resposta do Candidato foi pragmática: – “Estou disponível, mas a iniciativa terá de caber necessariamente à Parque Expo, SA”.
Ficamos assim na expectativa quanto à posição da Parque Expo, SA....!
No entanto, não podemos deixar de nos interrogar, se envolvendo apenas a cidade de Lisboa parece ser tão difícil estabelecer um “pacto” para o caso concreto da Marina do Parque das Nações, com que legitimidade se poderá falar no estabelecimento de um “Pacto Metropolitano” envolvendo todas as autarquias da área metropolitana em matérias muito mais abrangentes e complexas?
A Direcção da ANMPN
|