Num artigo publicado pelo Jornal de Notícias na sua edição de 19 de Julho p.p., a Jornalista Telma Roque que tem acompanhado de perto a evolução da "recuperação" da Marina do Parque das Nações, publica um artigo sobre com os últimos dados do processo, o qual está baseado numa entrevista recente ao Presidente do CA da MPN - Dr. Fernando Antunes, e na informação que recentemente publicámos relativa à reunião da Direcção da ANMPN com o CA da Parque Expo,SA.
Para conhecimento dos nossos associados e visitantes do Site, aqui fica o artigo.
Saudações Náuticas,
A Direcção da ANMPN
Reactivação da marina nas mãos da Câmara
parque das nações
» Propostas serão apreciadas pelos serviços da autarquia nas próximas duas semanas
» Melhorias no porto e investimento em trabalhos somam 30 milhões de euros
![]() |
|
Uma proposta de reactivação da marina do Parque das Nações, fechada há mais de três anos por falta de segurança, vai ser submetida à Câmara de Lisboa, para aprovação, até ao final do mês, apurou o JN junto de Fernando Antunes, presidente do conselho de administração da empresa a quem foi confiada a concessão do porto de recreio. Ainda assim, a data de reabertura do espaço continua incerta.
Fernando Antunes explica que o "conjunto de estudos técnicos, jurídicos e financeiros" propostos para a reabilitação do porto de recreio envolve um investimento de cerca de 30 milhões de euros, contemplando, entre outras construções, três edifícios no topo da bacia norte. "Este estudo só poderá ser formalmente analisado pelos departamentos de urbanismo e licenciamento da Câmara de Lisboa quando for revista a capacidade construtiva do porto de recreio", sublinha o responsável.
Ao todo, a bacia sul vai albergar 500 postos de amarração. Completamente posta de lado está a intenção inicial de instalação de mil lugares. A bacia norte poderá destinar-se a actividades náuticas, mas nada parece decidido.
Os barcos que há três anos estão ancorados noutros portos poderão regressar à zona "assim que estejam concluídas as obras de reorientação dos molhes, colocação de uma comporta e o fecho da ponte-cais (para evitar o assoreamento) e feita a respectiva dragagem", assegura Fernando Antunes.
No entanto, não avança com datas para a volta das embarcações, tão desejada pelos proprietários dos postos de amarração, como pela concessionária, que desde então suporta as despesas de deslocação dos barcos. Os custos rondam os 9500 euros mensais.
Ainda recentemente, os utentes da Marina estiveram reunidos com o novo presidente da Parque Expo, Rolando Martins. O responsável terá garantido, no encontro, que o assunto está entre as suas prioridades. A própria Parque Expo, que já aprovou o projecto para o porto de recreio, pretende reunir-se, esta semana, com a Câmara de Lisboa, para fazer uma apresentação dos estudos.
A Associação Náutica da Marina do Parque das Nações espera que não haja mais contratempos e já fez saber que está indignada com a morosidade associada ao processo. Lembra que o projecto já esteve para ser apresentado em Janeiro.
"Passados seis meses, somos confrontados com a informação de que, afinal, é só para a semana, facto que em nosso entender mostra bem a falta de empenhamento que tem existido por parte de todas as entidades envolvidas", lamenta o organismo que representa os utentes.
Estaleiro aberto
Protocolo
Fruto de um contrato assinado entre a Tecnomarine, uma empresa de assistência náutica, e a Marina do Parque das Nações, passou a estar disponível, desde ontem, um estaleiro para a manutenção das embarcações. A abertura da oficina constitui, para os utentes, "uma lufada de ar fresco no processo de recuperação da marina". A Tecnomarine tenciona ainda abrir uma loja no Edifício Nau, para aumentar a oferta na área dos aprestos marítimos.
Telma Roque (Jornal de Notícias)









