Lisboa, 8 Julho 2005
Assunto: Entrega estatutos - Apresentação ANMPN
Exmos. Senhores
Na sequência da nossa carta de 17 Junho p.p., teve V.Exa a amabilidade de lhe conceder melhor resposta com a marcação da reunião que hoje se realiza, facto que registamos com muito apreço.
Na oportunidade, fazemos entrega de um dossier que contém a seguinte documentação:
a) Estatutos da nossa Associação consagrados em Escritura Pública realizada no 26º Cartório Notarial de Lisboa em 05 de Fevereiro de 2002;
b) Publicação dos Estatutos no Diário da República III Série n.º 66 de 19 de Março de 2002;
c) Corpos Sociais eleitos na Assembleia Geral Eleitoral de 23 de Março de 2002;
d) Programa e objectivos da direcção eleita na Assembleia Geral referida na alínea anterior .
Esperamos que a reunião de hoje, constitua o começo de uma nova fase, sustentada no início das tão desejadas mas sempre adiadas obras conducentes à recuperação de todo o espaço da marina que, lamentavelmente, encontra-se há cerca de quatro anos em estado de completo desleixo e abandono.
Reiniciada a actividade náutica na Marina do Parque das Nações, daremos início a um conjunto de iniciativas que, estamos certos, muito beneficiarão não só o local, como também o Parque das Nações e a cidade de Lisboa.
Estamos convictos que, sendo um dos objectivos da nossa associação fomentar um conjunto de actividades que incentivem o gosto pela náutica e os Oceanos, perpetuando assim o tema da Expo98, haverá decerto interesses comuns, onde a colaboração entre a ANMPN, MPN e Parque Expo será fundamental, potenciando ganhos e benefícios evidentes para todas as partes.
Portugal, é muitas vezes referenciado como o País onde se matam as “galinhas dos ovos de ouro”.
Efectivamente, muitos dos estrangeiros ligados à náutica que contactam a nossa associação, questionam-nos sobre as razões que justificam ter uma marina como a MPN votada ao abandono apesar de inserida em local tão belo e nobre, quando a cidade de Lisboa apenas tem para oferecer docas sobrelotadas com recursos e serviços muito limitados.
Será este o país que quer promover o turismo de vertente náutica, assente na sua vocação marítima e atlântica, quando a sua capital apresenta nesta área um espectáculo deprimente? Trata-se de facto de algo difícil de compreender, quando a oferta é claramente deficitária em relação à procura, ainda por cima quando Lisboa possui no seu rio Tejo o maior estuário da Europa...
Queremos que a Marina do Parque das Nações seja reconhecida pela excelência dos seus serviços e singularidade do espaço onde está inserida. O continuado arrastar de todo o processo de recuperação em nada beneficia os objectivos de viabilização do projecto, sendo que, a situação actual, apenas o descredibiliza ainda mais.
Quatro anos de desleixo e abandono decerto foram mais que suficientes. Urge passar das palavras aos actos.
A ANMPN está naturalmente disponível para trabalhar em conjunto com a PE e MPN na recuperação e dignificação de todo o espaço “Marina do Parque das Nações”, perpetuando assim o lema da Expo’98 – “Os Oceanos”.
De facto, estamos certos de que é possível dotar a capital do país de marinheiros de uma infra-estrutura ímpar se considerarmos a sua soberba localização, suportada na excelência de uma ampla oferta de bens e serviços e, finalmente, com uma Bandeira Azul hasteada, mostrando bem alto a sua preocupação com o ambiente, em particular, com os “Oceanos”.
Com elevada estima e consideração
Saudações Náuticas
Manuel Ventura
Presidente da Direcção
Nota da Reunião:
Depois da apresentação de cumprimentos e agradecimento ao novo Presidente do CA da Parque Expo - Dr. Rolando Martins pela pronta resposta ao nosso pedido de audiência, a Direcção da ANMPN fez uma análise sucinta da evolução do processo da marina desde 2002, referindo as "milestones" mais significativas. Chamou à atenção para o facto de que toda a infra-estrutura da marina e áreas envolventes se encontrarem num estado de continuada degradação e que nada até hoje foi feito para atenuar a imagem de desmazelo que todo o espaço apresenta.
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