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Infra-estruturas Náuticas da Grande Lisboa - Potencial a desenvolver - in dossiê "Mares" do Semanário Expresso.
O Semanário Expresso publicou, conforme antecipadamente informámos, o n.º 2 do Dossiê - Mares da responsabilidade do jornalista Vasco de Melo Gonçalves, como parte integrante da edição nº 1.691 de 25 de Março. Convidados a integrar e referida edição, produzimos o artigo que abaixo transcrevemos, publicado no referido dossiê dedicado às Infra-estruturas Náuticas da Grande Lisboa. A próxima edição do dossiê, será publicada a 30 de Abril p.f. e versará as Infra-estruturas Náuticas de Sesimbra, Setúbal e Tróia.
A Direcção da ANMPN
Precisamos da "nossa" marina de volta.
A Associação Náutica da Marina do Parque das Nações tem sido uma entidade que tem batalhado pela reabertura da infra-estrutura. Na visão da Direcção: "A Marina do Parque das Nações, estrutura fundamental da Expo 98 - a Expo dos Oceanos -, única saída para o mar da “cidade imaginada” - Parque das Nações -, empreendimento destinado a perpetuar e enaltecer a memória e feitos dos nossos antepassados navegadores e descobridores, é, desde 2000, um local votado ao mais completo abandono, desleixo e insensibilidade, pela imagem negativa que diariamente é “oferecida” aos milhares de visitantes, os quais, segundo recentes estatísticas, serão cerca de um milhão/mês! Os CA’s da Parque Expo98,SA nos últimos seis anos, “montaram” os seus gabinetes de costas para o rio, pouco fazendo para contrariar o estado de agonia da Marina do Parque Nações, desvirtuando assim o lema da Exposição Universal – Os Oceanos. A Marina do Parque das Nações continua a aguardar a materialização do acordo celebrado entre os principais credores da concessionária, assinado em Julho de 2003 no Trib. Com. Lisboa. Depois dos mais variados e demorados estudos, foi (ou será) em breve presente à CM de Lisboa um estudo prévio que precede o projecto para toda a área da marina, considerado indispensável para a viabilização da infra-estrutura. Depois vários anos de desleixo a abandono, cabe agora a última palavra à Câmara Municipal de Lisboa.
Os Oceanos, o mar, o turismo, a náutica e os portos de recreio, são uma das preocupações do novo governo, pelo que, existe pela nossa parte uma grande expectativa que o novo executivo demonstre empenhado interesse no dossier Marina do Parque das Nações.
A Marina do Parque das Nações, congrega em redor, um invulgar conjunto de bens e serviços, situação ímpar em Portugal, e a sua soberba localização proporciona ainda, acesso facilitado aos principais eixos rodoviários, ferroviários e aeroportuários portugueses. Estamos certos que a marina, depois de devidamente reabilitada, irá assumir papel fundamental na dinamização do turismo de vertente náutica, estimulando a navegação até às inúmeras localidades ribeirinhas, constituindo decerto polo de divulgação e educação ambiental que dignificará e perpetuará o lema da Expo’98 – “a preservação dos oceanos”.
O Tejo foi outrora um rio vivo, onde centenas de embarcações lhe conferiram cor e singularidade. O Tejo possuidor do maior estuário da Europa, deverá ser palco de uma prática de actividades náuticas mais alargada, tanto na vertente desportiva como lúdica, sem comprometer o movimento portuário de carga e de passageiros . A ANMPN tem no decorrer da sua curta existência, desenvolvido diversos levantamentos das condições de navegabilidade, cultura, gastronomia e interesses turísticos das diversas terras ribeirinhas até Valada do Ribatejo. Contamos até, com o interesse de diversas entidades a quem apresentámos esboço do trabalho já realizado, de entre as quais destacamos o Instituto Hidrográfico e a Associação Bandeira Azul Europa. Pelo interesse e singularidade dos nossos projectos, cremos também poder contar com o apoio das autarquias a visitar. No entanto e para que tudo passe do “papel” à “água”, precisamos da vontade e do querer de quem deve e pode decidir, para que o projecto de reabilitação não se eternize e saia de vez do marasmo que o tem caracterizado. Lisboa, tem uma dívida para com o rio que lhe dá alma. Pela nossa parte, estamos preparados em conjunto com outras entidades que valorizaram o nosso projecto, para o lançamento de um conjunto iniciativas que, em nosso entender, irão contribuir para a revitalização do rio, devolvendo-lhe a alegria de outrora. Para tal precisamos da “nossa” marina de volta..."
in "Dossiê Mares - Edição do Semanário Expresso de 25 Março de 2005"
Nota da Direcção:
Se a posição da ANMPN ficou inequivocamente demonstrada, as posições assumidas pela concessionária Marina Parque das Nações e pela Câmara Municipal de Lisboa deixam renovadas preocupações pela total e continuada indefinição amplamente demonstrada pela leitura dos artigos da responsabilidade das respectivas entidades inseridos no referido Dossiê.
Efectivamente, a concessionária “revela” a posição de sempre. Estudos, intenções de obras - que nunca se concretizam - e total indefinição quanto a expectativas de reabertura.
Por parte da C.M. Lisboa nem uma referência! Estranho e preocupante, quando a concessionária nos tem afirmado que a viabilidade do projecto de recuperação da Marina do Parque das Nações está - agora - nas “mãos” da C.M. de Lisboa, a quem foi solicitada audiência para ser presente um estudo prévio sobre o projecto de recuperação para toda a zona da marina.
A continuada indefinição, imobilismo e abandono a que foi votada a Marina do Parque das Nações é absurda e incompreensível face à realidade actual do sector náutico na zona de Lisboa e da carência na oferta dos vários serviços e produtos de alguns sub-sectores da náutica de recreio.
Segundo indicações, “ as amarras” estão agora do lado da Câmara Municipal de Lisboa, entidade que avaliará o estudo-prévio do projecto de recuperação da zona da Marina do Parque das Nações.
É para nós incompreensível que uma parte significativa da cidade de Lisboa, zona de grande visibilidade (1 milhão de visitantes/mês), um dos ex-libris da capital de Portugal, continue a ser “palco” do mais vil e degradante espectáculo de desleixo, incúria e abandono a que as mais diversas entidades públicas e privadas votaram a Marina do Parque das Nações, única saída para o mar da Expo dos Oceanos.
Continuaremos firmes na defesa do regresso à marina e na devolução dos postos de amarração a todos os legítimos proprietários. Continuaremos firmes, na defesa de um local de eleição e dos projectos que dele podem emergir relacionados com dinamização do turismo de vertente náutica e com o desenvolvimento da educação ambiental no que à preservação dos oceanos diz respeito, perpetuando o lema da Expo’98, dignificando o espaço que, há três anos a esta parte, está votado ao mais completo abandono.
A Direcção da ANMPN
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