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Conclusões da Reunião entre as Direcções da ANMPN e AMCPN com a Sociedade da Marina do Parque das Nações.
Conforme referido no nosso site, decorreu hoje, dia 18 de Janeiro, a reunião entre as Direcções da ANMPN e AMCPN com a Sociedade da Marina do Parque das Nações.
Depois de terem sido analisadas e discutidas em clima que consideramos de franca abertura as últimas questões que têm vindo a público sobre o projecto de recuperação da Marina do Parque das Nações, poderemos sintetizar as conclusões da forma seguinte:
- Foi afirmado pela concessionária que efectivamente o projecto mantém-se em 500 lugares para a bacia sul, e garantido que assim que as obras tiverem início, contemplar-se-ão os passadiços para o layout de 500 lugares. Serão instalados numa fase inicial os fingers já existentes (cerca de 170 lugares) para permitir o regresso das embarcações “residentes” e os restantes fingers a adquirir, numa segunda fase, para perfazer os 500 lugares previstos;
- Foi referido que até ao final de Janeiro ficará concluído um estudo de pormenor a submeter à Câmara Municipal de Lisboa, dado ter sido necessário efectuar alguns ajustes da componente construtiva, destinada a garantir a viabilidade da marina. No entanto, foi realçado que os edifícios a construir não irão retirar espaço à área da marina, e que, o requisito solicitado à empresa que está a elaborar o projecto de arquitectura é no sentido que os edifícios constituam “peças de escultura” devidamente integradas no Parque das Nações, destinadas fundamentalmente a serviços de interesse público;
- Foi afirmado ainda pela concessionária que, assim que o estudo obtenha o aval da Câmara Municipal de Lisboa, terão início as obras, as quais terão como primeira fase a recuperação da área “molhada” para permitir o regresso das embarcações “residentes” e potenciar o desenvolvimento das restantes áreas da marina, nomeadamente, a de natureza comercial.
Do ponto de vista da Associação Náutica, foi registado com agrado a garantia da instalação de 500 postos de amarração, sempre anunciados, bem como, da prioridade que será dada às obras de recuperação da área “molhada” no sentido de possibilitar o regresso das embarcações e restabelecer o polo de animação náutica no Parque das Nações.
Por seu lado, a Associação de Moradores e Comerciantes, registou com agrado os cuidados que a MPN referiu ter acautelado em termos da parte construtiva, mas como é natural, ficará na expectativa e reservará a sua posição para a altura em que, tiver conhecimento das denominadas “peças de escultura”. Fez votos para que o projecto, a fazer fé nas intenções da MPN, possa de facto constituir um exemplo de “alterações” bem conseguidas, contrariamente a outras que, em seu entender, contribuíram para desvirtuar do projecto inicial do Parque das Nações.
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