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Informações: 2005.01.12

Marina da Expo vai trocar amarrações por construção - "in Diário de Notícias, 11 de Janeiro de 2005"

Na sequência das informações que temos vindo a publicar sobre a evolução do processo da Marina, juntamos abaixo mais um artigo que veio publicado no Diário de Notícias de 11 de Janeiro de 2005.

Como se pode verificar, face à manifesta indignação dos Utentes da Marina, Moradores e Comerciantes, a Administração da MPN já não refere 200 postos de amarração mas sim 500, tantos quantos estiveram previstos para a Bacia Sul, enfatizando os cuidados que estiveram presentes no desenho dos edifícios para assegurar o seu enquadramento no local.


Estamos mais “calmos” apesar de continuarmos “vigilantes”, aguardando que a Administração da MPN nos receba para termos conhecimento do projecto na sua globalidade.

Chamamos à atenção dos associados para a Nota da Direcção da ANMPN inserida no final da página após o artigo do DN.

A Direcção da ANMPN.



Diário de Notícias – Edição de 11 de Janeiro de 2005

Parque das Nações de Lisboa

Marina da Expo vai trocar amarrações por construção

Rita Carvalho
Tiago Guilherme

Mais espaço para construção e menos postos de amarração para os barcos é a proposta da Administração da Marina do Parque das Nações, situação que está a gerar indignação junto dos moradores e comerciantes da zona que contestam a «desvirtuação do projecto inicial» e o aumento de betão junto ao rio.

Para a Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações, o aparecimento de mais três edifícios e o aumento da área de construção de sete mil para 25 mil metros quadrados prejudica gravemente os direitos dos moradores. «As pessoas compraram casas naquela zona com a expectativa de ali poderem ter os seus barcos. Assim não o poderão fazer, pois o número de postos de amarração dos barcos na marina foi diminuído», disse ao DN, José Moreno, presidente da associação.

A densificação urbanística vai também, na opinião desta associação, afectar a qualidade de vida das pessoas que aí residem. «A zona já é densamente povoada. Mais habitação só trará mais problemas de mobilidade», considerou José Moreno. Os moradores esperam que esta proposta da Marina, que terá de ser apreciada pela Câmara de Lisboa, seja reprovada.

Fernando Antunes, presidente do conselho de administração da marina do Parque das Nações, disse ao DN não entender as críticas da associação de moradores e comerciantes. «As pessoas não podem falar quando não conhecem o projecto», afirmou o responsável, acrescentando que os três edifícios previstos no projecto têm «linhas bastante simples, servirão uma entidade pública e ficarão em frente ao Oceanário de Lisboa, junto ao Teatro Camões». Até pela localização, Fernando Antunes não entende bem as críticas.

No que diz respeito à marina, o responsável explicou que a bacia norte não terá postos de amarração, o que irá, de facto, diminuir para 500 o número de embarcações que, em 1998, estava previsto para 1100. Assim, a bacia norte será utilizada para actividades náuticas de carácter lúdico, como a vela.

O projecto para a marina, orçado em 25 milhões de euros, deverá ainda incluir uma operação de dragagem e de colocação de comportas, ficando semi-fechada. São conhecidos os problemas de assoreamento e concentração de lodo, que dificultam a entrada de embarcações no recinto.

A história da marina remonta a 1996, quando lhe foi atribuída a concessão, tendo estado aberta apenas meses. O futuro vai agora passar pela decisão camarária. O DN tentou falar com a vereadora do urbanismo, Eduarda Napoleão, mas esta encontra-se fora do País. O novo projecto deverá ter ser aprovado em reunião de câmara e depois em assembleia municipal.

"in Diário de Notícias"



Nota da Direcção da ANMPN

Os Factos:

  1. A 30 de Dezembro p.p., o Presidente da MPN em entrevista ao "Diário Económico" afirma que a viabilidade da marina seria assegurada numa drástica redução do n.º de postos de amarração, que passariam a ser apenas de 200, enquanto que, a área de construção triplicaria. Depois da promessa não cumprida de regresso das embarcações até ao final de 2004, a notícia era de facto inacreditável. O site da Parque Expo, na área de “Notas de Imprensa”, fazia referência à mesma entrevista, corroborando o valor de 200 de postos de amarração, que estariam disponíveis no final do ano, previsão mesmo assim “optimista”!
  2. No dia 4 de Janeiro p.p., a Direcção da ANMPN informou por email e Fax a Sociedade MPN da sua total discordância e indignação com a redução para 200 postos de amarração, tendo em conta que no layout analisado, quer no Tribunal de Comércio de Lisboa quer em contactos ulteriores, a quantidade de postos de amarração no arranque da marina apontava para cerca 500 lugares.
  3. Sem qualquer resposta por parte da MPN, aliás como acontece desde Setembro do ano transacto, a Direcção da MPN optou por divulgar aquilo que, em seu entender, considerava ser um “atentado” ao Projecto de Recuperação da Marina, uma “morte anunciada”.
  4. Em entrevista seguinte, ao "Jornal de Notícias" de 7 de Janeiro, o Presidente da MPN abandonou a referência aos 200 lugares e falou em 150 já para o próximo verão de modo a permitir o regresso das embarcações, e os restantes (para perfazer os 500) numa segunda fase (sem data anunciada).
  5. No presente artigo do "Diário de Notícias", o Presidente da MPN assumiu finalmente o valor de 500 lugares para a bacia sul da marina, e, entretanto, na “Nota de Imprensa” do site da Parque Expo, a quantidade foi também alterada de 200 para 500 postos de amarração.

Concluindo, do nosso lado, estamos satisfeitos, muito embora continuarmos como sempre estivemos vigilantes sobre o evoluir deste processo, nomeadamente, para aferir também os cuidados que foram colocados no adequado enquadramento da componente imobiliária que sustentará a futura operação da marina.

Entretanto aguardamos que o Presidente do CA da Marina do Parque das Nações S.A. nos receba, para tomarmos conhecimento dos projectos para a marina e respectivos prazos de conclusão. Tal servirá igualmente, para tentarmos finalmente concertar esforços num único e comum objectivo, o da retoma da operacionalidade do porto de recreio da Marina do Parque das Nações em condições de qualidade e segurança, criando um polo de animação náutica que dignifique o Parque das Nações e perpetue o lema da Expo'98 - Os Oceanos -. A marina voltará concerteza a ser uma grande âncora no desenvolvimento das actividades náuticas no rio Tejo, na linha do grande êxito que constitui a concretização da globalidade do projecto do Parque das Nações.

A Direcção da ANMPN

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