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AMCPN - Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações, solidariza-se com a ANMPN, manifestando-se contra a redução do nº de postos de amarração na marina e o avanço do "betão".
A Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações - AMCPN, emitiu uma Nota de Imprensa, onde manifesta o seu apoio inequívoco à posição assumida pela nossa associação, situação que mostra bem que este Projecto de Desenvolvimento da MPN que visa menosprezar a componente marítima do local consubstanciada na redução drástica do nº de postos de amarração é um completo contra-senso, não é partilhada pelas partes interessadas (stakeholders), e constitui um atentado ao lema da Expo'98 - Os Oceanos - e à estratégia traçada recentemente pelo governo de uma viragem para o mar e para a dinamização das nossas zonas ribeirinhas.
Esta Nota de Imprensa foi publicada nas edições do Jornal de Notícias e do Público de hoje. Para conhecimeto dos nossos associados, publicamos os respectivos textos na íntegra.
A Direcção da ANMPN
Jornal de Noticias – edição Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2005
GRANDE LISBOA
Moradores e comerciantes contra o betão junto à marina
Parque das Nações: Projecto que visa a construção de mais três edifícios nas imediações do porto de recreio repudiado pela associação. Organismo vai apoiar acções de luta dos utentes.
Telma Roque
A Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações anunciou que vai aliar-se aos utentes da marina na contestação ao Plano de Desenvolvimento Estratégico que está a ser elaborado para o porto de recreio e zona envolvente. José Moreno, presidente deste organismo, afirma que é inaceitável a perspectiva de ver nascer mais construção numa área "de grande densidade urbanística, onde a mobilidade é já hoje uma miragem".
Tal como o JN revelou na sua edição de sexta-feira, o porto de recreio deverá reabrir até final do ano, com cerca de metade dos postos de amarração previstos e o triplo da área de construção inicialmente projectada. Se o plano for aprovado, três novos edifícios vão nascer na zona entre a bacia norte e o Oceanário.
Os postos de amarração, cerca de 500, vão ficar instalados na bacia sul, ficando a bacia norte vocacionada para a prática de actividades náuticas. Os cerca de 150 utentes com lugares comprados na marina dizem desconfiar das verdadeiras intenções da empresa concessionária, dado o aumento da área de construção.
As críticas são partilhadas por José Moreno, denunciando que tem havido sucessivos "atropelos dos planos de urbanização e de pormenor iniciais no projecto de cidade imaginada". Na sua óptica, este é mais um exemplo "de uma voracidade sem limites". Diz mesmo, em tom de ironia que, quando faltarem os terrenos, começa-se a construir nos céus da Expo".
Moradores e utentes estão a preparar um abaixo-assinado e cartas de protesto para enviar a diversas entidades.
Falência
Primeira concessionária da marina, à qual foi cedido o direito de exploração até 2026, entrou em falência, deixando dívidas de milhares de euros a vários credores. Em Maio de 2002, fechou definitivamente as portas. A MarinaExpo foi alvo de um processo judicial. No ano seguinte, concessionária e credores chegaram a acordo. Os créditos foram transformados em capital, surgindo uma nova concessionária Marina do Parque das Nações, S.A.
Investimento
Além da recuperação das bacias da marina, instalação de duas comportas e dos três edifícios, vai ser construída uma oficina de manutenção de barcos. O investimento na componente imobiliária é de 25 milhões de euros. Outros 7,5 milhões vão ser gastos para deixar o porto operacional.
in "Jornal de Notícias" @ 2005.01.10
PÚBLICO – edição Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2005
GRANDE LISBOA
Marina da Expo Encolhe para Dar Lugar a Novas Construções
Por: Fernanda Ribeiro
A Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações repudiou já a construção de três novos edifícios na beira-rio, decisão anunciada no âmbito do Plano de Desenvolvimento Estratégico da Marina do Parque das Nações, em Lisboa, que para tal prevê uma redução significativa do número de postos de amarração.
Também contra esta possibilidade se manifestou a Associação Náutica da Marina Expo, que foi criada na altura em que aquele equipamento foi arrestado pelo tribunal e mandado fechar, há já mais de dois anos, o que obrigou a encontrar novos locais para as embarcações que tinham ali lugar.
Para uns e outros, reduzir o número de postos de amarração dos barcos em cerca de duas centenas, para poder construir novos edifícios, é "subverter" o espírito e os valores que presidiram ao arranque da urbanização, onde "há cada vez mais betão e menos marina".
Um abaixo-assinado está já a circular entre os moradores para entregar à nova sociedade da Marina do Parque das Nações, da qual faz parte a Parque Expo, e também à Câmara Municipal de Lisboa, a quem competirá aprovar ou não este projecto.
Novos edifícios são "um atentado"
Para os moradores, a construção de novos edifícios é um "atentado", até porque não estava prevista no plano de urbanização da Expo. O objectivo da Marina do Parque das Nações é passar dos sete mil metros quadrados de construção prevista para os 25 mil metros quadrados.
"Agora até querem construir no rio e à beira da água, é incrível. Isso não constava do plano de urbanização, pelo que não poderá ser aprovado", reclama José Moreno, presidente da Associação de Moradores e Comerciantes do Parque das Nações.
Mas a Parque Expo, num comunicado recente, em que anunciava para o final deste ano o novo arranque da marina, falava já na construção de mais dois edifícios na ponte-cais - além do edifício Nau -, projectos que, fazia questão de afirmar, estavam incluídos no plano de urbanização.
A localização apontada pela Parque Expo, a ponte-cais, parece no entanto não agradar aos concessionários da marina. Em declarações ao "Jornal de Notícias", Fernando Antunes, administrador da Marina do Parque das Nações, disse que o imóvel a erguer a meio da ponte-cais poderia causar transtornos à atracagem de navios de maior porte, o que levou a empresa a alterar o projecto. Assim, um trio de edifícios surgiria no interior da bacia norte, próximo do Oceanário, e outro junto ao edifício da capitania.
A palavra final caberá agora à Câmara Municipal de Lisboa, entidade com capacidade para licenciar esta operação imobiliária na marina.
in "Público" @ 2005.01.10
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