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| Informações: 2005.01.31 |
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Excertos do programa eleitoral do Partido Social Democrata relacionados com o desenvolvimento de actividades ligadas ao Mar e à Náutica de Recreio, nas Eleições de 2005.
- (Pág.7) – 5º Objectivo – Afirmar Portugal através dos nossos activos no mundo. Uma participação activa na construção da nova Europa, explorar efectivamente o potencial da língua portuguesa, olhar para o mar como algo que nos tornou e nos deve tomar grandes, são instrumentos que, se bem geridos, dão uma enorme vantagem a Portugal;
- (Pág.60) – Dinamizar o turismo, diversificando a oferta através de novos produtos turísticos relacionados com os oceanos e os planos de água, promovendo o planeamento e a agilização de processos e estimulando a melhoria da qualidade;
- Para o desafio de modernizar de forma sustentável o território e participar nas actividades do futuro o próximo governo dispõe de instrumentos fundamentais, tais como a Estratégia Nacional de Desenvolvimento Sustentável, elaborada durante esta legislatura e aprovada pelo XVI Governo, a Estratégia Nacional para o Oceano “Oceano, Um Desígnio Nacional para o Século XXI”, preparada sob coordenação do Primeiro-Ministro e já apresentada e o Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território que será agora disponibilizada para consulta pública;
- (Pág.65) - Portugal, nos seus Oceanos, no seu Litoral e no seu Espaço Rural, possui um património riquíssimo de biodiversidade, recursos naturais e paisagem sujeito, no entanto, a inúmeras pressões. Urge por isso conservar esse património mas importa também apostar na sua valorização. O uso sustentado dos oceanos, o desenvolvimento integrado das faixas costeiras e o equilíbrio entre o esforço de pesca, a prática da agricultura e a florestação, modos de vida tantos, com a conservação da natureza e da biodiversidade serão uma preocupação do futuro Governo do PPD/PSD.
- Para isso iremos promover uma gestão integrada do oceano e do litoral, um novo modelo de gestão para áreas protegidas que tendo como prioridade a conservação da biodiversidade não abdica de a valorizar , reorientar o mundo rural para uma agricultura moderna e competitiva e para uma multi-funcionalidade que viabilize a fixação e captação de população, prosseguir uma gestão sustentável da floresta que permita prevenir os incêndios e gerar valor económico e conferir sustentabilidade ao sector da pesca através de apostas na qualidade, na valorização dos produtos e na preservação dos recursos.
Proteger e valorizar os Oceanos, o Litoral e a Biodiversidade
- A Estratégia Nacional para o Oceano elaborada durante
esta legislatura identifica o Oceano como o mais
importante “recurso natural” de Portugal. É por ele,
através das infraestruturas portuárias, que nos chega a
maior parte das mercadorias e da energia que
importamos. É factor determinante da indústria turística
nacional e dele vive, ainda hoje, uma das maiores
comunidades de pescadores de toda a Europa. Com base no conhecimento da sua rica biodiversidade,
poderemos vir a desenvolver uma indústria de biotecnologia. No entanto, as ameaças ao ambiente
marinho foram-se multiplicando na sua diversidade e
intensidade, as actividades humanas no Oceano foram
crescendo e criando novas pressões sobre os recursos
disponíveis, pelo que importa garantir uma “Gestão
Integrada” com o objectivo de compatibilizar a
protecção do Oceano com a sua exploração.
- Também o Litoral nos tem merecido uma atenção
especial. Mais de 75% da população portuguesa vive
na orla costeira, partilhando este espaço com alguns
dos ecossistemas mais relevantes e mais frágeis.
Mas à degradação do litoral por razões demográficas
é necessário adicionar as crescentes pressões
decorrentes dos fenómenos de erosão costeira e de
mudança climática. Agora que o processo de
elaboração e aprovação dos Planos de Ordenamento
da Orla Costeira (POOC) está praticamente concluído,
e que, durante os dois Governos liderados pelo
PPD/PSD, se identificaram e operacionalizaram, no quadro do Programa Finisterra, o conjunto de
intervenções prioritárias, é fundamental dar um novo impulso apostando numa Gestão Integrada do Oceano
e do Litoral, contrariando a dispersão de competências
entre entidades.
- Queremos agora prosseguir e imprimir um novo fôlego
a estas políticas pelo que iremos:
- Promover uma Gestão Integrada do Oceano e do
Litoral enquadrada numa estrutura institucional moderna e transversal que articule acções de
protecção, de valorização e de gestão.
- Elaborar a Lei de Bases do Litoral e a Carta de
sensibilidades da costa portuguesa, e dar execução ao Programa FINISTERRA.
- Implementar a Rede Natura 2000 no ambiente
marinho e definir uma rede de áreas protegidas marinhas.
- Operacionalizar o sistema de vigilância costeira (VTS).
(Pág.66) Gestão Integrada dos Oceanos, incluindo Zonas Costeiras
- Para se alcançar um desenvolvimento sustentado
do Oceano, incluindo Zonas Costeiras, é essencial adoptar na gestão do espaço marinho e litoral, dos
seus recursos e da sua exploração pelo homem,
uma abordagem integrada (inter-disciplinar
e inter-sectorial) dos assuntos, e é determinante
que essa abordagem seja baseada no melhor
conhecimento possível dos grandes processos
naturais e dos ecossistemas marinhos.
- A isto corresponde uma verdadeira “gestão integrada”,
que pressupõe, implica e exige:
- Uma gestão do Oceano, incluindo as Zonas Costeiras,
que assente no conhecimento científico e tecnológico
e numa abordagem ecossistémica.
- A avaliação e monitorização do estado do Oceano e
das Zonas Costeiras.
- A identificação e caracterização das actividades com
impacto no estado do Oceano, com vista, designadamente,
à prevenção da poluição de origem telúrica.
- A inventariação dos recursos e a avaliação do impacto
resultante da sua exploração, nomeadamente, através
da definição de indicadores referentes aos respectivos
ecossistemas, que assegurem a conservação e o uso
sustentável da biodiversidade.
- A definição de zonamentos de conservação e de
utilização do património natural e cultural do ambiente marinho, associados a regulamentação que
contemple a integração das medidas de protecção dos
recursos e das actividades económicas sectoriais e à
aplicação da avaliação ambiental estratégica (estes
zonamentos deverão incluir a consideração dos
ecossistemas de larga escala - mares regionais -, com
vista a poder-se desenvolver o planeamento e a
gestão de uma região “Ibero-Atlântica”, que inclua os
Açores e a Madeira.
- A implementação de uma “Rede de Áreas Protegidas
Marinhas” em paralelo com o processo de extensão
da Rede Natura 2000 ao meio marinho.
- A definição das medidas de gestão a aplicar -
regulamentares, administrativas ou contratuais (incluindo a elaboração de planos de gestão
correspondentes a unidades geográficas ou
ecológicas, que definam o estado dos recursos, a
situação ideal, e os mecanismos de acompanhamento
e controlo associados) - e o planeamento da
atribuição de recursos e de incentivos ao uso e desenvolvimento sustentável.
- A criação de sistemas reguladores das actividades
para o uso do Oceano, dos seus recursos e dos espaços marítimos sob jurisdição nacional.
- O acompanhamento e a avaliação do desempenho do
plano de gestão integrada do Oceano e Zonas Costeiras.
- Esta “gestão integrada”, para ser realmente efectiva,
deve ser estabelecida a qualquer nível de decisão e âmbito geográfico e pressupõe um elevado grau de
versatilidade para proceder à reavaliação de todos os processos, face a alterações das condições iniciais.
- Finalmente, um “modelo de gestão integrada”
pressupõe o acesso à informação e a
participação/audição de todas as partes detentoras
de interesses competitivos no uso do Oceano, por forma a conseguir:
- que o planeamento de actividades tenha
em consideração todos os factores ambientais, sociais
e económicos;
- que todos os grupos de interesse e actores tomem
parte em qualquer processo desde o seu início e participem nele numa base colaborativa;
- acautelar a variabilidade geográfica e temporal
das condições naturais e das condições
sócio-económicas.
- O sistema de gestão integrada do Oceano, incluindo
Zonas Costeiras terá que ficar integrado numa estrutura
institucional moderna de gestão do oceano, que
assegure, ao nível do Conselho de Ministros, a coordenação transversal e a integração das diferentes
matérias que podem influir ou beneficiar da gestão do
Oceano e Zonas Costeiras (plataforma continental,
defesa, relações exteriores, portos, transporte marítimo, faixa litoral, ambiente, conservação da
natureza, pescas e aquicultura, turismo, desporto e lazer, indústrias de construção naval e tecnologia
oceânica, recursos minerais e hidrocarbonetos,
energias renováveis ciência, investigação, educação,
cultura, …).
(in Relatório da Comissão Estratégica dos Oceanos “O
Oceano, Um Desígnio Nacional para o Século XXI”)
- (Pág.67) - Estruturar as temáticas dos oceanos, do ambiente e
da conservação da natureza nos currículos escolares,
concretizar o Programa “Escola na Natureza”, onde
todos os alunos do 8º ano passarão dois dias numa
Área Protegida e promover a “acessibilidade” dos
estudantes aos desportos náuticos.
Qualificação e diversificação
da oferta
- (Pág.78/79) - Iremos promover a qualificação e diversificação da oferta
no sector do Turismo apostando no planeamento e
agilização de processos, por forma a aumentar o investimento
privado e a melhorar a qualidade do produto
turístico nacional, procurando atingir numa década a
quota de 65% de estabelecimentos de 4 e 5 estrelas no
total da capacidade, e dinamizando novos produtos
turísticos relacionados com os Oceanos e os Planos de
Água, dando ainda continuidade às apostas no turismo
de Golfe, de Natureza, Religioso e Cultural, de Congressos
e de Cruzeiros, através das seguintes medidas:
- Aprofundar o acompanhamento, o apoio e a
agilização do processo de instalação e licenciamento
de projectos turísticos, através da constituição de um
“interlocutor” único e da uniformização de procedimentos.
- Rever o quadro legal relativo à instalação e
licenciamento de projectos turísticos, flexibilizando e modernizando a legislação aplicável e definindo
novas regras de Qualificação, Avaliação e Classificação do Alojamento Turístico.
- Dinamizar a aplicação do Plano de Desenvolvimento
Turístico do Vale do Douro e promover, através das
Áreas de Protecção Turística, outros Planos de
Desenvolvimento Turístico, nomeadamente para a
Serra da Estrela, Fátima, Oeste, Alqueva, Litoral
Alentejano e Algarve.
- Preparar o plano de gestão e promoção de um novo
Produto “Turismo Oceânico” complementar do Produto “Sol e Praia” e que inclua o “eco-turismo”
(mergulho, observação de mamíferos e aves marinhas,
passeios em áreas protegidas estuarinas e em rias,
etc.), o “turismo-aventura” (surf, windsurf, kite surf,
pesca nocturna, etc.) e o “turismo náutico” (náutica
de recreio).
- Actualizar o Plano Orientador de Desenvolvimento de
Infraestruturas e Apoio à Náutica de Recreio e Desporto
e concretizar o quadro legal e plano de concessões que
permitem o acesso da iniciativa privada, permitindo
criar mais 3000 postos de amarração.
- Rever os quadros legais da náutica de recreio e outras
actividades náuticas, nomeadamente do mergulho
recreativo e pesca desportiva e desenvolver
programas de formação profissional nestas áreas.
- Dinamizar a criação de centros de treino de vela de
alta competição, trazendo a Portugal equipas de
competição.
- Criar áreas específicas para o mergulho subaquático, e
dinamizar o investimento em eco-resorts – turismo
sustentável - e spas, e as visitas e a prática de
actividades de aventura em áreas protegidas
da orla costeira.
(Pág. 99) Fazer do Oceano uma aposta
colectiva
- O Oceano é, indubitavelmente, o mais importante
“recurso natural” de Portugal.
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De facto, a área marítima sob jurisdição nacional é
dezoito vezes a área do nosso território terrestre, e corresponde a cerca de dois terços do Mar da União
Europeia. Ou seja, Portugal não é um pequeno país do
mundo ou um país europeu de dimensões limitadas,
mas uma grande nação oceânica. E o nosso percurso
histórico demonstra-o em permanência.
- O nosso pequeno território, com limitados recursos
naturais, e o contraste com a vastidão do Oceano sob jurisdição nacional, constituem, por si só, argumentos
suficientes para uma aposta de Portugal no Mar.
- É pois fácil compreender porque é que o Oceano
constitui o mais importante “recurso natural” de
Portugal. É por ele, através das infraestruturas
portuárias, que nos chega a grande maioria das
mercadorias e da energia que importamos e
consumimos. A proximidade do Mar é o factor
determinante da indústria turística nacional, e dele vive
ainda hoje uma das maiores comunidades de
pescadores de toda a Europa. Com base no
conhecimento da sua rica biodiversidade poderemos vir
a desenvolver uma indústria de biotecnologia.
- (Pág.100) - O Oceano pode assumir, para Portugal, um papel
fundamental na dupla perspectiva de reforço de
identidade e imagem, e de via de especialização para o
desenvolvimento.
- Consciente desta realidade, bem como da importância
crescente dos Oceanos para as sociedades do futuro,
o XV Governo criou, sob a coordenação
do Primeiro-Ministro, a Comissão Estratégica dos
Oceanos, com o objectivo de definir um plano
estratégico para a gestão e exploração do Oceano, que
reforçasse a associação de Portugal ao Mar e
assentasse no desenvolvimento e uso sustentável do
Oceano e dos seus recursos. O relatório - “O Oceano,
Um Desígnio Nacional para o Século XXI” -, preparado
por esta Comissão e apresentado pelo XVI Governo,
não nos deixa dúvidas ao advogar uma aposta decisiva
no domínio do Oceano, proclamando claramente a
visão de que “Um Oceano, saudável, sustentável e
seguro é o principal activo físico e sócio-cultural de
Portugal” assumindo como Missão “Destacar Portugal
como uma nação marítima da União Europeia”.
- Este Relatório define como Objectivos Estratégicos:
- Valorizar a Associação de Portugal ao Oceano como Factor de Identidade.
- Assegurar o Conhecimento e a Protecção do Oceano.
- Promover o Desenvolvimento Sustentável de
Actividades Económicas.
- Assumir uma Posição de Destaque e de
Especialização em Assuntos do Oceano.
- Construir uma Estrutura Institucional Moderna de
Gestão do Oceano.
- De entre as medidas propostas, das quais muitas
correspondem a propostas já aqui apresentadas e a concretizar por um futuro Governo do PPD/PSD,
merecem ainda destaque as que se relacionam com a preocupação de “Assumir uma Posição de Destaque e
Especialização em Assuntos do Oceano, designadamente, na Agenda Internacional, no
Conhecimento Científico e Tecnológico, na Defesa dos Interesses Nacionais”:
- Desenvolver a participação proeminente de Portugal
em fóruns internacionais relativos a assuntos os
oceanos e mares.
- Desenvolver o Conhecimento Científico e Tecnológico
em Assuntos do Oceano.
- Garantir a Defesa dos Interesses Nacionais no Mar,
assegurando a prossecução dos objectivos da defesa
nacional no mar e garantindo a segurança no mar e a
protecção do Oceano e das zonas costeiras.
- Concretizar o projecto, já iniciado, de Extensão da
Plataforma Continental além das 200 Milhas.
- A aposta nos Oceanos constitui, pois, um objectivo
estratégico. Nessa medida, independentemente das
responsabilidades que a um governo cabem, na
condução da nossa política externa, tal aposta deve ser
assumida como uma prioridade colectiva da sociedade
portuguesa. Importa, por isso, que se desenvolvam
esforços destinados a congregar esforços dos cidadãos,
das empresas, das associações, visando fazer da
política para os Oceanos uma verdadeira causa nacional.
Links para os excertos dos programas dos outros partidos |
| Partido Popular - CDS/PP |
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| Partido Socialista - PS |
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| Coligação Democrática Unitária - CDU |
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| Bloco de Esquerda - BE |
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