Recebemos do Sr. Director Geral do Turismo de Lisboa, cópia da Carta enviada pela Parque Expo, onde esta entidade pública procura justificar com uma argumentação, em nosso entender, algo arrevesada, mais um atraso no processo de recuperação da Marina da Expo. Depois de ter anunciado por várias vezes ao longo do ano que a marina estaria operacional no final do ano, altura em que se verificaria o regresso das embarcações, a Parque Expo, vem agora referir a necessidade de serem efectuados estudos e mais estudos....! Recorde-se que a decisão de recuperar a Marina, foi tomada no Tribunal Comercial de Lisboa em 28 de Julho de 2003, ou seja, dezasseis meses de estudos não foram ainda suficientes para dar início à obra de recuperação.
O processo de recuperação da Marina da Expo parece assim ter sido escolhido como retrato vivo do País recente, onde apenas existem duas velocidades: “devagar” ou “parado”...!
Para conhecimento dos associados, reproduzem-se abaixo as cartas recebidas:
A Direcção da ANMPN
| Exmo Sr. Manuel Ventura Presidente da Direcção da ANMPN |
Lisboa, 18 de Novembro de 2004
Assunto: Marina do Parque das NaçõesExm.º Senhor
Para conhecimento de V. Ex.ª junto envio cópia da carta que nos foi enviada pelo nosso Associado Parque EXPO,SA referente à exposição apresentada por essa Associação no início do mês em curso sobre o estado da Marina do Parque Nações.
Com os melhores cumprimentos,
O Director Geral
Vitor Costa
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Exmo. Senhor Director Geral do Turismo de Lisboa, Dr. Vitor Costa |
Lisboa, 18 de Novembro de 2004
Assunto: Marina do Parque das NaçõesExmo. Senhor:
Em resposta à V. carta de 04 de Novembro pp, sobre o assunto em epígrafe, cumpre informar que prosseguem os estudos tendentes à recuperação definitiva da Marina do Parque das Nações.
Em reunião havida a 11 de Novembro último, a Associação Náutica da Marina do Parque das Nações foi informada dos últimos desenvolvimentos, designadamente da necessidade de um plano urbanístico na zona envolvente da Marina, cujo estudo prévio se encontra em curso.
A necessidade deste plano surge na sequência dos estudos preliminares efectuados por especialistas de primeiro plano no decurso do primeiro semestre deste ano, os quais concluíram inequivocamente que só uma marina fechada se apresenta tecnicamente viável e que a sua sustentabilidade económica só se torna possível, face aos custos acrescidos da solução preconizada para evitar o assoreamento, com uma pequena componente comercial e lúdica que exigirá a elaboração de um Plano de Pormenor a submeter à consideração do executivo camarário da Autarquia de Lisboa.
Com os melhores cumprimentos,
Luís Pinheiro de Almeida,
Coordenador da Área de Marketing e Comunicação da Parque Expo’98,SA.







