Jornalista (SIC): Seis anos depois da Expo'98 a Marina do Parque das Nações continua sem um único barco atracado e é a imagem do abandono. Quase não tem água, está cheia de lama com um cheiro nauseabundo, mas existe a promessa que, até ao final do ano, a Marina terá uma nova vida.
Um mar de lama em permanente maré baixa, esta é a imagem de marca da marina onde foram investidos milhares de contos. Quem aqui investiu, espera ver o retorno das suas aplicações. Quem comprou o lugar e ficou "a ver navios", não vê a hora de voltar a atracar por estas bandas. Os responsáveis sonham com o dia em que a marina volte a estar cheia de barcos sem esquecer o Turismo Náutico.
Manuel Ventura (ANMPN): É um desalento todo este aspecto que poderia ter sido uma zona de grande animação por altura do Euro 2004. Nós chamámos, há uns meses atrás, " A Oportunidade Perdida", por não se ter aproveitado este espaço para o promover por altura do Euro 2004, mas enfim, temos a promessa da Parque Expo e do Conselho de Administração da nova Concessionária da Marina do Parque das Nações, de que, no final do ano, a marina volta a ser uma realidade.
Vilar Filipe: (MPN): Foi necessário fazer um estudo de toda a forma de assoreamento desta área. É um estudo complexo, um estudo que leva tempo, é um estudo que envolve modelos matemáticos e físicos.
Jornalista (SIC): Enquanto o projecto avança em velocidade de cruzeiro, a marina vai continuar assim! (são passadas imagens do desleixo e abandono em que se encontram as bacias da marina). Dois milhões de contos foram gastos em novos quebra-mares, só porque, os inicialmente colocados, eram flutuantes e depressa foram destruídos pelo mau tempo.
Manuel Ventura (ANMPN): Provavelmente o dinheiro que se perdeu aqui poderia ter sido evitado, se a solução de quebra-mares como agora existem, onde justamente foram gastos esses dois milhões de contos, tivesse sido feito na altura da Expo'98, porque a solução na altura adoptada, foi uma solução que não se revelou como a mais indicada, e portanto, nos temporais de inverno, os molhes sofreram danos irreparáveis.
Vilar Filipe (MPN): Não há falhanços, há é, digamos, obras que foram feitas debaixo de determinadas pressões, que não permitiram que fossem talvez melhor pensadas ou melhor realizadas.
Jornalista (SIC): Paredes meias com o Oceanário, o local mais visitado de Lisboa, a marina precisa mesmo de uma cara nova mas com segurança, para que daqui a seis meses não volte tudo à estaca zero. Fica a promessa da Direcção da Marina, até ao final do ano, levar a obra a bom porto.
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