A publicação da entrevista do Presidente da CA da Marina do Parque das Nações ao Jornal de Notícias, suscitou uma série de contactos junto da Direcção da ANMPN por parte de outros órgãos de comunicação social, no sentido de obterem a nossa posição. Aqui vai a primeira dessas entrevistas, da responsabilidade da Jornalista Susana Simões do "mySkipper", e que se encontra também publicada no Site mySkipper.com.
| Dinamização da Marina da Expo A funcionar até ao final do ano A marina do porto de recreio da Expo, no Parque da Nações, em Lisboa, deverá ser reactivada até ao final de 2004, segundo a Administração da Marina do Parque das Nações S.A. |
![]() |
Com esta reactivação prevê-se que sejam exploradas todas as potencialidades da marina, isto é, os desportos náuticos e um conjunto de equipamentos associados à actividade do porto, tenha-se o exemplo de restaurantes e lojas comerciais.
Esta decisão de reactivar a marina surge de uma vontade do novo Conselho de Administração em colocar em prática alguns dos projectos da anterior Administração. Com efeito, a actual Administração da Sociedade Marina do Parque das Nações S.A. é composta por grande parte dos membros credores da anterior concessionária. De acordo com António Manuel Ventura, presidente da Associação Náutica da Marina do Parque das Nações (ANMPN), esta nova administração «é composta por entidades que merecem todo o respeito e credibilidade». Algumas destas entidades são o grupo financeiro BCP e a Parque Expo S.A., que, desta forma, pretendem converter o crédito em capital.
Estes projectos de revitalização e melhoramento na marina estavam já previstos desde 2002. Porém, nunca foram concretizados devido à falência da anterior concessionária. Assim, há dois anos atrás, a Administração da Parque Expo98 S.A. e a direcção da ANMPN estabeleceram uma plataforma de acordo onde decidiam, segundo informação desta associação, «reforçar o seu empenhamento numa atitude concertada que permita contribuir, de forma clara e inequívoca, para garantir a rápida revitalização daquele espaço náutico». Já nessa altura era objectivo da ANMPN desenvolver as actividades náuticas «susceptíveis de potenciar a exploração da futura marina, voltando a colocá-la como pólo de animação ímpar de toda a noa zona urbana nascida com a Expo98».
Neste momento estão ainda a ser feitos estudos de caracterização para identificar as potencialidades e condicionantes do espaço. O resultado desta análise constará, de acordo com a nova concessionária, no Plano de Desenvolvimento Estratégico da Marina, a concluir até ao final do próximo mês de Março.
| Segundo Augusto Norberto, presidente do Conselho de Administração da empresa Marina do Parque das Nações S.A., em declarações ao Jornal de Notícias de hoje, as obras de melhoramento das condições de segurança estão concluídas, assim como a substituição dos quebra-mar flutuantes por molhes. Falta apenas proceder à dragagem e colocar os fingers e os passadiços para que as embarcações possam regressar à marina. Paralelamente, um outro projecto que será concretizado será a construção de uma oficina, junto ao edifício da capitania, que se destinará à manutenção das pequenas embarcações. | ![]() |
No que diz respeito ao desenvolvimento dos espaços comerciais, a nova concessionária prevê que com o aumento do movimento em torno da marinha, os 56 espaços comerciais do Edifício Nau vejam os seus resultados melhorarem, depois de um período em que permaneceram desaproveitados.
O Apoio da ANMPN
A apoiar a nova concessionária da marina do Parque das Nações está a ANMPN. Apesar de não estar directamente envolvida na concretização destes projectos, a associação espera vir a ser sua parceira. António Ventura revelou ao mySkipper que a associação tem algumas ideias para desenvolver todo o espaço da marina, nomeadamente através de acções de animação do rio a montante. |
![]() |
Com estas iniciativas, o presidente da associação pretende fomentar o turismo náutico «fazendo um trabalho interessante e inovador», diz. De acordo com a mesma fonte, para a concretização destes projectos a associação necessita apenas que lhe seja cedida instalações no novo complexo da marina, pois conforme declarou o seu presidente «em tudo o resto somos autónomos e conseguimos navegar sozinhos. Com a vontade que temos conseguiremos levar isto a bom porto», afirmou.
Como forma de acelerar os procedimentos necessários para obter os respectivos licenciamentos para as construções, António Ventura afirmou já ter enviado um pedido de ajuda às autoridades governamentais. Na sua opinião, esta revitalização da marina irá beneficiar todos, principalmente porque a área do Parque das Nações será o centro de imprensa dos profissionais que virão acompanhar o Euro2004.
A ANMPN afirma-se assim, confiante no trabalho que tem vindo a ser desenvolvido pela Sociedade Marina do Parque das Nações. Para a associação estes são «passos seguros». A empresa concessionária «tem uma postura positiva, dado que não querem "vender" projectos no papel, mas antes obra feita», declarou António Ventura.
"in Myskipper.com" - Susana Simões










