Num artigo publicado pelo Jornal de Notícias na sua edição de 22 de Janeiro p.p., a Jornalista Telma Roque dá conta dos objectivos da nova Administração da Marina do Parque das Nações, na sequência da entrevista que realizou ao Presidente do CA - Eng.º Augusto Norberto.
Plano de Desenvolvimento Estratégico aponta para a criação de actividades náuticas e comerciais. Espaço vai contar com mais dois edifícios e uma oficina de manutenção de barcos.
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Desportos náuticos, que são a essência da marina, e animação associada à actividade do porto de recreio, como o comércio e a restauração, são as principais metas traçadas pelos novos corpos sociais da Marina do Parque das Nações S. A., recentemente empossados.
Dois anos após o encerramento do equipamento, fruto da falência da concessionária (ler texto ao lado), os novos investidores estão já a desenvolver estudos de caracterização com vista à reactivação da marina, o que deverá acontecer até final do ano, soube o
JN junto da nova administração.
O tipo de actividades a desenvolver, o faseamento das intervenções e identificação das potencialidades e condicionantes estão ainda a ser ponderados. A reflexão dará origem ao Plano de Desenvolvimento Estratégico da Marina, a concluir até ao primeiro trimestre deste ano, garante Augusto Norberto, presidente do Conselho de Administração da empresa.
As obras de melhoramento das condições de segurança estão concluídas, assim como a substituição dos quebra-mar flutuantes por molhes. Segundo Augusto Norberto, o levantamento dos níveis de assoreamento das bacias norte e sul também está feito. Falta efectuaras dragagens e colocar os fingers e os passadiços. Só depois as várias dezenas de embarcações - forçadas a rumar a outras docas, com as despesas a cargo da Parque Expo - poderão finalmente regressar.
O responsável adianta que vai ser construído um espaço para a manutenção de pequenas embarcações, uma espécie de oficina junto ao edifício da capitania, que estava previsto no Plano de Urbanização, mas que nunca foi adiante.
Do mesmo plano faziam parte duas outras construções, ambas com primeiro andar, que também vão sair do papel. Um dos edifícios, com 1215 metros quadrados, será erguido a meio da ponte-cais. O outro surgirá mais a norte e totaliza 752 metros quadrados.
O Edifício Nau - dotado de 56 espaços comerciais que se mantiveram quase sempre desaproveitados - deverá renascer com o regresso do movimento em torno da marina, cuja capacidade andará acima dos 600 postos de amarração. "A ocupação dependerá da resposta do mercado. Sem movimento, o mercado comercial terá uma resposta menos interessante", remata o responsável.
Telma Roque (Jornal de Notícias)









