Caros proprietários,
Como já referido na Circular que foi oportunamente enviada pela Direcção da ANMPN, o futuro da denominada Marina da Expo decidir-se-á no Tribunal de Comércio de Lisboa, 2º Juízo, na próxima Segunda-feira, dia 28 de Julho, às 14 horas.
A orientação estratégica do País em prol dos Oceanos, que passa necessariamente pela recuperação e reabilitação das frentes costeiras, ribeirinhas e dos estuários dos principais rios enquanto factores essenciais da afirmação da nossa identidade como povo de vocação oceânica, trará concerteza um incremento da indústria do turismo, para a qual Portugal apresenta hoje recursos e condições invejáveis.
A Organização Mundial Turismo prevê que Portugal passe do 16º destino turístico verificado em 2000 com 12 milhões de turistas, para um lugar nos "top ten" do ano 2020 com 44 milhões dos turistas. Esta evolução espectacular apenas será possível através de um trabalho árduo e de decisões acertadas face a uma concorrência que todos sabemos ser bastante qualificada.A Expo'98 constituiu, sem sombra de dúvida, um dos momentos mais determinantes nesta nova reaproximação à água, à vivência ribeirinha, estuarina e atlântica. Desde há dois anos a esta parte, a saída para o mar da Expo dos Oceanos, consubstanciada no seu Porto de Recreio, encontra-se votada ao desleixo e abandono. Ou seja, o "referencial" da reabilitação das "waterfronts" está "doente", situação que pode comprometer toda a estratégia anteriormente referida, nomeadamente no respeitante à péssima imagem que é passada para os nossos visitantes.
Na próxima Assembleia de Credores, a decisão a tomar não se circunscreve apenas à recuperação de uma marina. Está em jogo a restituição da dignidade a um "referencial", que é fundamental para servir de guia neste ambicioso projecto de requalificação ribeirinha que atravessa o país de lés-a-lés, e cujo êxito vai repercutir-se concerteza no crescimento sustentado da actividade turística.
A sua presença na próxima Assembleia de Credores assume assim uma importância fundamental. Não é apenas o direito ao seu posto de amarração que está em jogo, mas também, a defesa do desenvolvimento do nosso País em prol dos valores que sempre estiveram presentes ao longo da nossa história:
a hospitalidade de um povo que sabe receber aliada a uma forte vocação atlântica!
Contamos consigo....!
IMPORTANTE: Só podem estar presentes e votar na Assembleia de 28 de Julho p.f., os proprietários de postos de amarração que justificaram os seus créditos a coberto do Proc. nº 258/2002, onde é requerente o BCP.
Saudações Náuticas, |
Com o Turismo não se brinca...!
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