A Convite da RTP 1, a Direcção da ANMPN foi entrevistada, em Directo, a partir da Marina do Parque das Nações, sobre a evolução do Dossier "Marina Expo". |
No entanto, a Direcção da ANMPN, na pessoa do seu Presidente - Manuel Ventura -, teve oportunidade reafirmar perante a audiência do Programa em apreço, o firme propósito de continuarmos a trabalhar de forma responsável e empenhada com todas as partes envolvidas no projecto de recuperação da marina, de modo a que, tão cedo quanto possível, possamos regressar com as nossas embarcações, e a Expo dos Oceanos veja, finalmente, dignificada a sua saída para o mar.
Carta enviada pela Direcção da ANMPN à Directora do Programa Regiões da RTP 1.
| Na sequência dos contactos anteriormente efectuados, anexo alguma documentação sobre o "dossier" Marina Expo, doravante Marina do Parque das Nações. Gostaria que ficasse ciente de que esta Associação, constituída com o fim primeiro de defender os legítimos interesses de todos o proprietários que em tempo adquiriram postos da amarração à concessionária Marina Expo SA, tem nos seus objectivos e programa da actual direcção, entre vários, a promoção do turismo náutico, tentando assim contribuir para a aproximação das zonas ribeirinhas aos nautas que de uma forma isolada ou organizada navegam nas águas do Rio Tejo. |
Para a ANMPN, o futuro começa "hoje" e o passado é isso mesmo, o passado. Não nutrimos qualquer sentimento de ressentimento apesar de todos os proprietários de uma forma ou de outra se sentirem prejudicados e cerceados de utilizar o bem que adquiriram e pagaram.
Conforme poderá verificar, a nossa Associação não se revê em "actuações de rua", provavelmente mais mediáticas, mas no diálogo. Acredita na seriedade das instituições, entidades e nas pessoas que as dirigem.
Soubemos esperar com dignidade e elevação. Agora que tudo parece vir a terminar em bem, esperamos que as entidades que se irão envolver na retoma da marina, a futura MARINA DO PARQUE DAS NAÇÕES, entendam a importância fundamental daquela infra-estrutura para a cidade de Lisboa, e como ela poderá ter um papel determinante como referência no âmbito do conceito de recuperação das "WATERFRONT".
Não sendo esta associação especialista na matéria é no entanto composta por "gente de mar" que navega com as suas embarcações nas águas do "nosso" Rio Tejo, seu estuário e dele sai para o mar.
Todos nós sentimos que muito falta fazer para aproveitar as potencialidades soberbas deste rio que tantas e lindíssimas terras banha. A fazer fé no editorial da Revista ESTUARIUM - Edição da Junta Metropolitana de Lisboa, também os autarcas e governantes já sentiram a importância e a urgência em intervirem, pelo que, e segundo o artigo,
"
está em marcha um ambicioso conjunto de acções de requalificação ribeirinha, cujo o êxito vai repercutir-se, positivamente, no progresso de cada um dos concelhos
" sic.
Para partir à descoberta dessas "Waterfront", necessitamos de uma base, que possa constituir um polo para informações sobre as condições de navegabilidade e informações turísticas sobre os locais a visitar. Lisboa tem na Marina do Parque das Nações, esse local, de inegável e rara beleza, onde poderá acolher centenas de embarcações proporcionando a quem demandar o porto de recreio, qualidade, conforto, segurança e a mais completa, variada e com qualidade assinalável, um sem número de infra-estruturas. Efectivamente existem em redor da zona da marina;
- Redes viárias
- Rede ferroviárias
- Rede aeroportuária
- Centros de saúde incluindo hospitais e farmácias
- Unidades hoteleiras
- Restauração
- Áreas de lazer e divertimento
- Áreas desportivas
- Zonas verdes
- Zonas habitacionais
- Zonas de escritórios
- Estacionamento e parqueamento
- Teatros, cinemas e galerias de arte
- Zonas do mais variado comércio e serviços, incluindo um grande C. Comercial
- Segurança e vigilância com posto de polícia próprio
Para além de todas as infra-estruturas referidas, poderemos juntar as condições técnicas em termos de náutica de recreio que reportamos de importantes. De facto, o local oferece na época de Outono, Inverno, condições de segurança e estabilidade nos planos de água, permitindo manobras, entradas e saídas do porto de recreio e navegação, em completa segurança. É possível assim a utilização das embarcações durante e praticamente todo o ano, situação nem sempre possível noutras marinas.
Falta agora iniciar a obra para a retoma da operacionalidade da Marina do Parque das Nações e do seu Porto de Recreio.
Esperamos que os erros do passado não se repitam no presente e que o futuro concessionário, considere na sua gestão o aproveitamento das invulgares potencialidades do local. Ao fazê-lo, contribuirá para o bem-estar dos utentes, contribuirá igualmente para o plano de requalificação das "zonas ribeirinhas" e para colocar em prática o conceito do turismo náutico. Ao considerar estas premissas, irá beneficiar necessariamente no plano económico e financeiro, sendo que a gestão do espaço terá necessariamente uma vertente de negócio, onde os investidores esperam ter a mais valia justa para as suas aplicações.
Resta-nos aguardar o futuro e esperar que as entidades que irão desenvolver o novo projecto, considerem a nossa associação como parceiro responsável e interessado em contribuir para sucesso do projecto, onde a originalidade, empenho e dinâmica estejam definitivamente presentes. No fundo, dar corpo aos desejos e intenções dos nossos governantes, que constantemente afirmam que, apostar em Portugal é apostar na qualidade, diversidade e originalidade. Esperamos que seja esse o rumo traçado para a nova Marina do Parque das Nações.
Em meu nome e em nome da ANMPN, agradeço o interesse que manifestou pelo assunto, e faço votos para que a ANMPN a possa receber na futura Marina do Parque das Nações e orgulhosamente lhe mostrar obra feita.
Quero por fim, manifestar o nosso profundo agradecimento à Parque Expo 98, nas pessoas do Dr. Jorge Dias - e ao actual Presidente, Dr. Bracinha Vieira, que sempre souberam compreender a nossa angústia e apreensão quanto ao futuro do local, dando-nos sempre a esperança que sendo pessoas de bem, tudo fariam para não lesar os interesses das várias partes envolvidas, incluindo como é óbvio os proprietários de postos de amarração. E assim foi!
Aceite os melhores cumprimentos e particular consideração.
Saudações Náuticas
Manuel Ventura
Presidente da Direcção







