Em consonância com a divulgação efectuada, teve lugar a 15 de Agosto a Regata da Marinha do Tejo - Atlântico Azul - a qual foi disputada entre a Porta do Tejo no Parque das Nações e o Cais dos Vapores no Montijo.
Esta Regata do Atlântico Azul comemorou o 2º aniversário sobre a reabertura da marina, que constitui hoje uma importante infra-estrutura não só na dinamização da náutica no grande estuário, mas também, na promoção de actividades culturais associadas à divulgação do património fluvial marítimo, em particular, a Marinha do Tejo - pólo vivo do Museu de Marinha.
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Por especial gentileza da Sociedade Marina Parque das Nações, que uma vez mais apoiou este evento, as embarcações arribaram à marina durante o fim de semana 13/14 de Agosto, de forma a permitir que a Comissão de Avaliação da Marinha do Tejo efectuasse a vistoria de conformação, a qual, atesta a tipicidade das Embarcações como "Típicas do Tejo" em consonância com o Regulamento publicado pelo Despacho nº. 6010/2009 da Secretaria de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar.
Esta vistoria permite atribuir o Grau de Conformação de Tipicidade, sendo que, só podem ser consideradas como pertencentes à Marinha do Tejo as embarcações que possuirem um grau de conformação superior a 50%.
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Cerca das 08:30 do dia 15 de Agosto, as embarcações sairam da marina com destino à zona de largada de Regata, situada em frente à Porta do Tejo. A Linha de Largada estava definida pelo alinhamento da Bóia CR8 e uma Bandeira da Marinha do Tejo, hasteada no Cais da Porta do Tejo.
Às 09:30, e conforme previsto, teve lugar a Largada das Faluas e das Canoas, às 09:35, os Catraios do Tejo, e às 09:40 as embarcações em passeio. As imagens abaixo traduzem os momentos da largada das 37 embarcações participantes 24 Faluas e Canoas e 13 Catraios. |
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| O vento que soprou de leste esteve fraco durante o início da Regata, acabando por se anular completamente passado cerca de uma hora. Esta situação introduziu uma complexidade acrescida na Regata, já que, com a inversão de maré às 11:00, as Faluas e Canoas tiveram natural dificuldade em atingir o Pilar Norte da Pte 25 de Abril. |
Cerca das 11:30, o vento começou a soprar da barra do rio (Oeste), situação que permitiu o progesso no trajecto previsto, suportado em bolinas cerradas para jusante. A primeira Canoa a rondar o Pilar da Pte 25 de Abril foi a “Alma do Tejo” às 12:30 (imagem ao lado), ou seja, três horas após a Largada no Parque das Nações, facto que mostra bem as dificuldades deste troço da regata.
Apenas 7 das 18 Faluas e Canoas em Regata, conseguiram rondar o Pilar Norte da Pte, antes de rumarem em direcção ao Montijo. Aliás esta aproximação ao Pilar da Pte proporcionou um espectáculo náutico inolvidável pelas caraterísticas das embarcações, velame e mareações bolineiras que puseram à prova a perícia dos arrais.
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Com a Linha de Chegada situada no Cais dos Vapores no Montijo, a Classificação provisória ficou ordenada como se segue:
Faluas e Canoas |
| 1º |
Alma do Tejo |
| 2º |
Senhora do Cais |
| 3º |
Gavião dos Mares |
| 4º |
Princesa do Tejo |
| 5º |
Lusitana |
| 6º |
Zérrui |
Catraios |
| 1º |
Péleve |
| 2º |
José António I |
| 3º |
Santiago |
| 4º |
Pardal |
| 5º |
Idalina |
| 6º |
Sempre se Fez III |
| 7º |
Sarilhense |
| 8º |
Senhor dos Aflitos |
| 9º |
Boneca |
| 10º |
Primavera |
Um dia inesquecível que permitiu evidenciar quer a qualidade dos arrais, quer as características das Embarcações Típicas do Tejo em enfrentar condições adversas. A última embarcação a cortar a linha de chegada - Zérrui - esteve em prova cerca de 7horas e 15 minutos, situação que mostra bem a dureza da Regata e o pundonor dos arrais que conseguiram conclui-la.
Saudações Náuticas,
A Direcção da ANMPN |