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| Eventos:2009-10-09 |
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O MAR NAS VEIAS - 4º Ciclo de Conferências no Padrão dos Descobrimentos.
História, Ciência, Surf. (Outubro e Novembro)
Como vem sendo habitual durante os meses de Outubro e Novembro, o Padrão dos Descobrimentos organiza o seu 4º Ciclo de Conferências, desta vez subordinado ao tema - «O MAR NAS VEIAS - História, Ciência, Surf. »
As conferências realizar-se-ão aos Sábados, das 10h30 – 12h30, com o seguinte Preçário:
Bilhete conjunto (6 conferências) – €40
Bilhete unitário – €10
Têm 50% de desconto os sócios da Academia de Marinha, Sociedade de Geografia de Lisboa, associações de defesa do património, professores, mergulhadores certificados e estudantes universitários.
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10 DE OUTUBRO
POR MARES E MARES, A CULTURA DOS GENES
Carolino Monteiro
Descobrir o que a natureza nos esconde é uma arte que muitos decidem abraçar. Hoje, a genética fornece-nos novas estratégias para novas descodificações que a humanidade admira e acarinha. Desvendar a fundo as nossas origens, e perceber o contributo de cada povo para a grande dispersão de marcas genéticas, é uma área da ciência que tem atraído a atenção de muitos e contribuído para a identificação de rotas civilizacionais e para a compreensão de raízes culturais baseadas nas origens genéticas de populações. Em nós, portugueses, há uma amálgama de variações genéticas que reflectem as nossas andanças pelo mundo e contribuem para explicar o que somos e como somos.
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17 DE OUTUBRO
ELEMENTOS PARA O ESTUDO DA NAVEGAÇÃO ROMANA EM ÁGUAS PORTUGUESAS
A.M. Dias Diogo
Relativamente frequentes em águas marítimas ou fluviais portuguesas continentais, os vestígios romanos conhecidos são na maioria, provenientes de achados ocasionais provocados pela pesca de arrasto ou pelo mergulho amador com escafandro autónomo. Baseado nestas descobertas existe hoje, um importantíssimo manancial de informação, graças ao trabalho dos investigadores ligados ao extinto Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática (ex-IPA). Trata-se essencialmente de registos de elementos metálicos de âncoras, ou de cerâmicas (predominantemente ânforas) para transporte de produtos alimentares e cuja forma, origem do barro e, por vezes, inscrições que ainda preservam, permitem estabelecer a sua cronologia, origem e produto envasado (vinho, azeite, conservas de peixes ou os seus derivados). Pretende-se assim apresentar a partir da caracterização e contextualização de materiais já conhecidos, a denominada “rota atlântica” romana, em oposição à “rota continental”, tema presentemente em discussão no domínio da arqueologia romana.
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24 DE OUTUBRO
OS PORTOS MARÍTIMOS E FLUVIAIS DE PORTUGAL ISLÂMICO
Abdallah Khawli e Joaquim Boiça
Os geógrafos árabes, sustentados no relato de experimentados marinheiros e navegadores, legaram-nos um conjunto rico e diversificado de informações sobre aspectos navegacionais e itinerários marítimos das costas do Império Islâmico, tanto do Mediterrâneo como do Atlântico. Possuindo uma ligação privilegiada com os portos atlânticos de Marrocos e sendo uma extensão natural das rotas do Mediterrâneo, o litoral português foi, naturalmente, muito frequentado durante o período islâmico. Diversos portos, marítimos e fluviais, naturais ou artificiais, constituíram pontos de chegada e de partida de navios comerciantes, piratas ou de simples pescadores. Conjugando as fontes árabes com o testemunho da arqueologia e da toponímia, pretende-se apresentar uma leitura histórica globalizante dos portos marítimos e fluviais do Portugal islâmico, contribuindo para a sua clara identificação, localização e caracterização.
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31 DE OUTUBRO
LISBOA PRÉ-POMBALINA: O TERREIRO DO PAÇO DESCOBERTO NO SUBSOLO DA PRAÇA DO COMÉRCIO
Maria Luísa Blot, César Neves e Filipa Rodrigues
A forma actual das cidades oculta trechos do passado que só o acaso de obras de construção civil permite, por vezes, descobrir. Lisboa insere-se na categoria de cidade ribeirinha cuja formação e desenvolvimento, muito devem às facilidades portuárias que a distinguem. Se a arquitectura da actual Praça do Comércio testemunha grandezas do passado, também a monumental estrutura que constituiu a frente fluvial seiscentista de Lisboa, descoberta no seu subsolo durante a primavera de 2009, veio revelar a importância desse rosto portuário de Lisboa enquanto capital de um império marítimo.
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7 DE NOVEMBRO
REGISTO GEOLÓGICO DE TSUNAMIS NO LITORAL DE PORTUGAL
César Andrade
Tsunamis são eventos raros, tanto mais raros quanto mais intensos, e podem associar-se a impactos extremamente violentos sobre pessoas e bens, como ilustrado em 26 de Dezembro de 2004, pelo evento de Samatra. Num país como o nosso, com uma linha de costa extensa e densamente ocupada, é importante conhecer a perigosidade associada a estas inundações, nomeadamente no que respeita à estimativa de intervalos de recorrência, à identificação de locais com maior vulnerabilidade ou à localização e dimensões da superfície inundável. A geologia pode aqui assumir papel de relevo, uma vez que permite estender no tempo a série de observações que os registos documentais e instrumentais não podem cobrir. De facto, as sequências sedimentares depositadas em contextos litorais favoráveis podem conservar registos de inundações passadas, produzidas por antigos tsunamis. Esses registos são hoje objecto de investigação um pouco por todo o mundo, e entre nós foram já identificadas inequivocamente assinaturas sedimentares e geomorfológicas do evento do 1º de Novembro de 1755 e eventualmente outras, de tsunamis mais antigos.
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14 DE NOVEMBRO
INTEGRAR O SURF NOS PROJECTOS DE ENGENHARIA COSTEIRA
Pedro Bicudo
Estimamos que uma onda para o surf de classe mundial é destruída anualmente em Portugal por obras costeiras. A perda de cada uma dessas ondas, prejudica gravemente o desporto e a saúde pública, e pode lesar o nosso potencial de desenvolvimento turístico em 20 a 200 milhões de euros por ano. Opostamente, a Câmara Municipal de Cascais, tem em curso o projecto de um recife artificial para o surf em São Pedro do Estoril, estando a comunidade científica a desenvolver novas tecnologias visando este desporto, que beneficiam também a Engenharia Costeira. Para ilustrar esta problemática, propomos rever a ciência da ondulação e do surf, analisando as ondas que Portugal tem destruído ao longo da última década. Estimamos o impacto deste desporto na nossa economia, e revemos os recentes desenvolvimentos tecnológicos, tendo em vista a sua protecção e desenvolvimento. Finalmente propomos, como solução deste problema que afecta o nosso desenvolvimento sustentável, que as obras costeiras integrem o surf no respectivo Estudo de Impacto Ambiental.
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Saudações Náuticas,
A Direcção da ANMPN |
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