Durante os meses de Outubro e Novembro, aos Sábados, das 10h30 – 12h30, terá lugar no Padrão dos Descobrimentos, o 3º Ciclo de Conferências sobre as Memórias do Mar.
PREÇÁRIO:
Bilhete conjunto (6 conferências) – €40
Bilhete unitário – €10
DESCONTOS 50% – sócios da Academia de Marinha, Sociedade de Geografia de Lisboa, associações de defesa do património, professores, mergulhadores certificados e estudantes universitários. |
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11 DE OUTUBRO
LABREGAS, LADRAS, CHATAS E CALÕES MORREM NAS PRAIAS DE PORTUGAL
Carlos Carvalho
Portugal, na charneira entre o Atlântico e o Mediterrâneo, cultivou a influência das mais puras tradições de construção naval europeias. Durante séculos, construtores artesanais mantiveram vivas as técnicas ancestrais de edificar engenhos de navegar, desde os mais simples e básicos aos mais complexos. Bastou, menos de uma década para destruir um património de valor cultural incomensurável, fruto de leis absurdas e impensadas ditadas por dirigentes de gabinetes europeus. Na transição para o século XX, e após a publicação do primeiro documento organizado que traça uma panorâmica geral sobre as nossas embarcações tradicionais, por Baldaque da Silva, vários estudiosos aprofundaram esta temática, publicando estudos etnológicos, etnográficos, históricos e antropológicos, que permitiram manter viva a memória das diferentes tipologias, processos construtivos e suas origens.
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18 DE OUTUBRO
CANOAS DO BRASIL: APROXIMAÇÃO ETNO-ARQUEOLÓGICA PRELIMINAR
Francisco J.S. Alves
Um recente e introdutório contacto no Brasil com diversos tipos de fontes etno-arqueológicas sobre embarcações tradicionais, nomeadamente canoas de casca e monóxilas (feitas de um só tronco de árvore), ainda em uso em diversas regiões do seu imenso território, e outras de maior antiguidade representadas em museus, além de ilustrarem a grande riqueza e diversidade de um património náutico em fase de extinção muito avançada, proporcionam uma reflexão que beneficia de algumas das mais antigas fontes escritas descrevendo os respectivos processos construtivos – o que por si só se inscreve com letras de ouro na história mundial das técnicas de construção primitiva de embarcações.
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25 DE OUTUBRO
OS BARCOS TRADICIONAIS NO MAR DA NAZARÉ
António Nabais
As embarcações da costa da Nazaré enquadram-se numa História naval regional muito antiga relacionada com a lagoa litoral da Pederneira, hoje assoreada, e cujas remotas condições de acesso ao mar diferiam muito da actual forma litoral. Sendo a praia oceânica o único ponto de acesso ao mar e aos locais da faina, as embarcações dos pescadores da Nazaré reflectem um universo marítimo exigente que o desenvolvimento do turismo ajudou a divulgar na segunda metade do século XX e que hoje sobrevive através das memórias compiladas pelos museólogos.
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1 DE NOVEMBRO
O NAVIO: DO ENGENHO TRADICIONAL À ARQUITECTURA INDUSTRIAL
Adolfo Silveira
A arte da construção naval em madeira, edificada no saber da experiência dos mestres das ribeiras, e registada nos tratados de construção naval, é hoje fonte de estudo de investigadores que procuram o conhecimento dos modelos e processos da fábrica dos navios. Percorrendo os séculos, o navio estrutura-se e evolui, adaptando- se e servindo as necessidades do Homem, nos seus pequenos e grandes projectos. Do engenho tradicional à arquitectura industrial, a complexidade e a diversidade modelar e estrutural do navio, é resultado desse propósito. Fala-se hoje em inovação, desenvolvimento e tecnologia como factores de progresso, condição que é no entanto secular na prática da construção naval, das praias e ribeiras da costa portuguesa.
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8 DE NOVEMBRO
CONTRIBUTOS PARA A RECUPERAÇÃO DO PATRIMÓNIO NAVAL DO RIO SADO
Celso Santos
Ao longo dos últimos anos vários têm sido os projectos desenvolvidos no âmbito da recuperação e conservação do património ribeirinho do rio Sado, implicando o esforço significativo de um conjunto de pessoas e entidades, e que se traduz num trabalho fundamental para a identidade cultural da região, que corria o risco de se perder para sempre. Uma das componentes mais visíveis deste programa é sem dúvida a que tem sido dedicada às embarcações tradicionais, de que são exemplos os galeões do sal e o Hiate de Setúbal. Outros domínios merecem também relevância como é o caso da recuperação do moinho de marés da Mourisca, ou a recuperação de cais e portos tradicionais. No que respeita às embarcações tradicionais do Sado actualmente a navegar, diferentes são as suas histórias; desde as que sempre navegaram, às que se encontravam há muito desaparecidas. Destaca-se neste domínio, a construção da réplica fiel de um Hiate de Setúbal, um tipo de embarcação do século XVII, cujos vestígios ainda se puderam detectar em alguns esteiros bem escondidos do estuário do Sado.
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15 DE NOVEMBRO
O AÇO E O MAR: ESTRUTURA DOS NAVIOS MODERNOS E O COMPORTAMENTO EM ONDAS
Carlos Guedes Soares
O comportamento dos navios em ondas e os esforços que as mesmas induzem no casco, hoje conhecidos graças às actuais teorias e métodos científicos, conduziram aos modernos conceitos de projecto da estrutura de navios. No passado, as soluções encontradas baseavam-se em conhecimentos científicos da altura e na experiência. A aplicação dos modernos métodos e conhecimentos na interpretação das razões que levaram a soluções estruturais de navios antigos, leva-nos a entender a razão de algumas opções encontradas naqueles navios e pode ajudar a responder a algumas questões ainda em aberto. Dar a conhecer junto de um público não especialista os princípios fundamentais do conhecimento actual, bem como os métodos presentemente disponíveis para estudar tanto os navios actuais, como os antigos, constitui o propósito desta apresentação. |
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Saudações Náuticas,
A Direcção da ANMPN |