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Conforme divulgado pela nossa informação de 13 de Maio teve lugar no Sábado, dia 17 de Maio, na magnífica e simpática Baía do Seixal, a 2ª Regata do Ecomuseu do Seixal, inserida no programa de comemorações do "Maio Património".
Mais uma vez está de Parabéns o Ecomuseu do Seixal pelo êxito que constituiu esta iniciativa, que não só encheu a Baía do Seixal de cor, alegria e de momentos de franca confraternização entre as gentes do mar, mas também, deu um forte contributo para a divulgação do rico património que está associado às Embarcações Tradicionais.
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Depois da Regata, dentro do programa organizado pelo Ecomuseu, teve ainda lugar uma sessão pública no Auditório Municipal do Fórum Cultural do Seixal, relacionada com o tema "Associações náuticas e museus, como agentes de desenvolvimento através das culturas e dos patrimónios flúvio-marítimos"
Nesta apresentação, as associações náuticas convidadas tiveram oportunidade de falar sobre a sua história e as principais preocupações que condicionam o seu desenvolvimento dos seus objectivos e programas de actividades.
Entre os problemas referidos, salientam-se aqui, aqueles que foram considerados como os mais importantes:
- A necessidade de defender o património flúvio-marítimo que, até ao momento, não foi ainda reconhecido pela lei de forma adequada, situação que compromete o desenvolvimento de uma política de recuperação deste tipo de embarcações;
- O problema da nova Ponte sobre o Tejo, quer no respeitante ao assoreamento que os pilares da mesma poderão vir a causar sobre os por demais assoreados canais de acesso às baías do Montijo, Moita, Barreiro e Seixal, quer no respeitante à altura livre dos vãos de passagem, tendo-se recordado sobre o assunto, o triste e vergonhoso exemplo da Ponte da Lezíria;
- A necessidade de olhar para o estuário do Tejo e para suas zonas ribeirinhas de uma forma integrada, condenando estratégias com visões redutoras, como é o exemplo da recentemente anunciada pelo Governo (de Pedrouços a Sta. Apolónia), que condicionam e limitam o desenvolvimento de uma cultura náutica que leve as pessoas a usufruir do prazer de navegar e de visitar os diferentes locais, usando o rio como elo de ligação entre as populações da borda d' água;
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O problema associado à ausência de infra-estruturas na margem Norte, fundamentalmente em Lisboa, que permitam acolher com dignidade as Embarcações Tradicionais do Tejo, quer para efectuar visitas à capital, quer para aguardar por uma hora de maré adequada ao regresso aos locais de origem, apesar destas embarcações aparecerem repetidamente em diferentes meios de divulgação turística;
- A necessidade de promover cursos relacionados com a náutica, em particular sobre "Vela", desde os bancos da escola, honrando e dignificando a nossa cultura de povo ligado ao mar, e potenciando o desenvolvimento de um nova cultura náutica entre os mais jovens. Como alguém referiu e bem a este propósito, um barco à vela é, em si mesmo, um autêntico laboratório de física.
Finalmente, e como nestas coisas as imagens valem sempre mais que mil palavras, aqui fica também o registo fotográfico (mais de três centenas de imagens), que poderá ser acedido clicando na imagem acima, ou neste link
Saudações Náuticas, A Direcção da ANMPN |