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Associação Náutica da Marina
do Parque das Nações


 
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Eventos:2008-01-22

Nauticampo 2008 - O prazer de navegar e de viver à "borda d'água"

A exemplo do que aconteceu no ano transacto, a ANMPN vai colaborar com a organização da Nauticampo. A Associação Náutica da Marina do Parque das Nações considera que este evento, constitui uma excelente oportunidade para promover e divulgar uma cultura náutica que incentive o gosto por navegar e o prazer de viver à "borda d'água".

Crédito Nauticampo

Conforme referido em comunicação anterior, a Nauticampo 2008 marcará uma viragem na história do evento, que pensamos ser um contributo muito importante para o desenvolvimento e dinamização da cultura náutica a que atrás nos referíamos. Em vez de uma "Orientação ao Produto" (barcos, acessórios e equipamento) a Nauticampo vai evoluir no sentido de uma "Orientação aos Estilos de Vida" (paixão pelo mar, gosto pela aventura e forte ligação à família).

A ANMPN em articulação com o CNM – Centro Náutico Moitense, vão preparar um stand e organizar uma conferência, na qual daremos especial enfoque ao papel das “Vidas Ribeirinhas na Construção da Identidade Nacional”.

Sobre o stand, o qual pretendemos que venha a constituir um espaço de convívio e de troca de informação entre os nautas e demais stakeholders do sector, daremos oportunamente mais informação. Hoje vamos focar-nos apenas no Programa da Conferência que terá lugar do Auditório localizado no Pavilhão 2, bastante próximo do local que nos foi atribuído para o stand.


AS VIDAS RIBEIRINHAS
NA CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE NACIONAL

Nauticampo – FIL Parque das Nações – 16 de Fevereiro 2008


17:00

Introdução ao Tema da Conferência. A Visão da ANMPN

Eng. Paulo Andrade – Associação Náutica Marina Parque das Nações

Breve introdução ao tema da conferência, dando especial ênfase a um conjunto de medidas que, na visão da ANMPN, poderiam contribuir para a dinamização de uma cultura náutica catalisadora do desenvolvimento do turismo e das zonas ribeirinhas, aproveitando a excepcionalidade das condições proporcionadas pelo grande estuário do Tejo.
A apresentação focará ainda o papel da marina do Parque das Nações como pólo de animação e de divulgação de actividades náuticas e de lazer, dignificando a interface com o rio.

17:20

O Projecto de Reabilitação da Marina do Parque das Nações

Eng. Vilar Filipe – ParqueExpo’98/Marina Parque das Nações

Depois de resolvidos os problemas que afectaram a concessão da marina após a Expo’98, a infra-estrutura vai ser de novo uma realidade no próximo ano.
O Projecto de Reabilitação da Marina do Parque das Nações – a Marina de Lisboa, está suportado num novo layout, possui mecanismos de controlo de assoreamento e está preparado para o potenciar o desenvolvimento de actividades náuticas e marítimo-turísticas no grande estuário do Tejo.

17:40

O Estuário do Tejo, Derrotas & Destinos.

Dr. José Gomes – Autor de Roteiros de Navegação Fluviais

O Grande Estuário do Tejo desde Muge, a montante, até aos limites imprecisos do cone de vazante entre Cascais e a Fonte da Telha, oferece um dos melhores planos de água abrigados do mundo.
Para além das provas desportivas internacionais e nacionais, o estuário do Tejo oferece também à navegação de cruzeiro uma grande variedade de destinos, quer de natureza cultural, gastronómica e paisagística na sua extensa área ribeirinha, quer ambiental, na sua Reserva Natural, onde é possível observar uma fauna e flora únicas de espécies raras.
Todas estas potencialidades reunidas, justificaram a necessidade de elaborar um roteiro para desmistificar as dificuldades de navegar até aos limites estuarinos e mostrar os seus recantos e encantos, de forma a que se torne cada vez mais num destino, não só para os barcos aqui residentes, como também um destino internacional para a náutica de recreio estrangeira.

18:00

O Projecto de Candidatura da Cultura Avieira a Património Nacional.

Dr. João Serrano – AIDIA (Associação Independente Desenvolvimento Integrado de Alpiarça)

As migrações Avieiras dos séculos XIX e XX fazem parte de um fenómeno nacional inserido num outro mais vasto, europeu.
As migrações devem ser consideradas como um acontecimento social e cultural relevante, por representarem a acção do homem colocado perante condições adversas de sobrevivência.
A apresentação do projecto de candidatura da cultura Avieira a património nacional focará estes aspectos no contexto da importância da preservação da nossa memória colectiva e do contributo desta cultura para a construção da identidade nacional.

18:20

A Pesca da Enguia no Rio Tejo. Cenários para uma Gestão Sustentável.

Dra. Ana Marques – Proj. Candidatura Cultura Avieira a Património Nacional

A enguia-europeia é uma espécie de elevada importância para o sector piscatório profissional do Rio Tejo. Seguindo as tendências mundiais do stock, a população tejana apresenta indícios de acentuado declínio, potenciado pela captura ilegal de meixão e pela abundância de constrangimentos físicos ao longo do troço que impedem a conclusão do ciclo de vida da espécie.
A apresentação sugere o delineamento de um plano de gestão que garanta a continuidade da actividade piscatória, de modo a assegurar a preservação da espécie, assumindo a colaboração efectiva entre os vários níveis de intervenção na exploração do recurso.

18:40

A Marinha do Tejo

Prof. Carvalho Rodrigues – Centro Náutico Moitense

A comunidade de marítimos. Assim eram conhecidos. Habitam ao longo do Tejo desde sempre. Houve alturas em que aí marcaram pedras com a sua presença. Noutras definiram com a geografia um País. Moldaram uma Nação. É já dessa Nação o regimento de barqueiros de 1527. Mas é bem mais recente a sua união em torno da defesa da identidade Nacional e da expulsão dos invasores. A comunidade ribeirinha, de Maio a Novembro de 1810 enfrentou regimentos de fuzileiros que vinham com Massena. Destruiu frotas que o exército invasor entretanto construíra em muitos Portos do Tejo. No dia 12 de Outubro de 1810 aniquilou o invasor, o Gen. Saint-Croix que queria, pelo Tejo, ultrapassar as linhas de Torres. Em Novembro de 1810 Massena já se retirava. Em 1820 a profundidade da defesa marítima de Portugal, a defesa da estepe Portuguesa que é o Atlântico, ia de Vila Velha de Ródão a Cascais e Trafaria. Havia cerca de três mil e seiscentas embarcações. Em 1860 chamaram-nos a “Marinha do Tejo”. É essa a história de preservação e continuidade da nossa identidade que vamos contar.

19:00/19:30

Debate



Contamos com a sua presença. Não falte...!

Saudações Náuticas,

A Direcção da ANMPN

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