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Eventos:2006-05-28

O Desfile Náutico, a Benção de Embarcações e a Exposição da Bandeira Azul em imagens.

Conforme anunciado pela nossa comunicação de 2006.05.03, teve lugar no fim de semana de 20/21 de Maio o 1º Festival Náutico da ANMPN, o qual esteve inserido na iniciativa da AMCPN - Associação dos Moradores e Comerciantes do Parque das Nações, em celebrar o «Festival do Parque das Nações».

Para além de comemorar o aniversário da abertura da Expo'98 - a Exposição dos Oceanos, o Festival do Parque das Nações, teve também como objectivo chamar à atenção para um conjunto de problemas que afectam aquele espaço, e que as diferentes entidades com responsabilidade no local, pouco ou nada fazem para solucionar.

Preparámos dois Álbuns com imagens da Benção Benção das Embarcações e da Exposição da Bandeira Azul , as quais podem ser acedidas através do seguintes links:

No final da tarde do Sábado dia 20, para além da confraternização entre as tripulações que participaram no Desfile Náutico, teve ainda lugar um debate sobre a marina do Parque das Nações, o qual foi precedido das seguintes apresentações:

  • A Importância das Marinas no Estuário do Tejo, como factor de desenvolvimento das zonas ribeirinhas; (Charles Lindley - conhecido nauta);

  • Bandeira Azul para Marinas e Embarcações de Recreio - Situação actual em Portugal; (Dr.ª Catarina Gonçalves da ABAE - Associação Bandeira Azul Europa);

  • O Projecto (ou o que se sabe do projecto) de reabilitação da Marina do Parque das Nações; (Paulo Andrade da Direcção da ANMPN)

Na primeira apresentação, Charles Lindley centrou a sua palestra numa comparação entre o Solent (Sul de Inglaterra) e o Grande Estuário do Tejo. Efectivamente, com "planos de água" semelhantes, o Tejo tem apenas 3.000 embarcações de recreio, enquanto que no Solent existem 35.000 distribuídas por 25 marinas, das quais a maior é Lymington com 700 postos de amarração. Por outro lado, no Grande Estuário do Tejo, existem várias vantagens relativamente ao Solent, como sejam, a proximidade a um aeroporto internacional, o bom clima durante todo o ano, um plano de água seguro e calmo com correntes menores que no Solent e reduzido tráfego marítimo, um conjunto de destinos próximos com características regionais variadas, e, finalmente, uma magnífica e invejável beleza natural.

Charles Lindley, na sua palestra referiu que, em seu entender, o que falta no estuário do Tejo são condições de fácil acesso à água e de abrigo. Efectivamente:

  • as marinas da APL estão cheias;

  • a marina da Expo teria a localização ideal para servir como base à dinamização da náutica de recreio no Grande Estuário, mas qual é o futuro???

  • os destinos no Grande Estuário do Tejo existem mas, com algumas excepções, são mal servidos de condições de acesso e de amarração.

O conteúdo desta palestra foi bastante apreciado pelos presentes no Debate. Efectivamente, as conclusões da apresentação do Charles Lindley, sobre a necessidade de promover o turismo de vertente náutica no Grande Estuário do Tejo baseado na Marina do Parque das Nações, estão em perfeita sintonia com a estratégia que a Direcção da ANMPN tem vindo a defender, e que está consubstanciada na contribuição que recentemente enviou para a ATL - Associação do Turismo de Lisboa.

A Dr.ª Catarina Gonçalves fez de seguida uma breve exposição sobre a Campanha da Bandeira Azul em Portugal. Referiu a propósito que, na costa atlântica de Portugal Continental, apenas a Marina de Viana do Castelo foi galardoada com a Bandeira Azul, situação que, em seu entender, mostra bem a dimensão do trabalho que terá de ser efectuado, no sentido de sensibilizar as diferentes entidades com responsabilidade pelas marinas, para o cumprimento dos critérios da Bandeira Azul.

Deu ainda especial ênfase ao facto da Marina da Expo, no ano em que iniciou a sua actividade, já ter sido galardoada com a Bandeira Azul, e mostrou o seu apoio às iniciativas que a Direcção da ANMPN tem vindo a tomar no sentido de sensibilizar a Sociedade MPN para que, quando for restabelecida a operacionalidade da marina, esta possa voltar a hastear de novo a Bandeira Azul.

Efectivamente, é objectivo da ANMPN, procurar que toda a zona da Marina do Parque das Nações volte a constituir um polo de animação náutica e de actividades culturais que promovam o respeito pelo ambiente, em particular, pelos Oceanos, perpetuando o lema da Expo'98 - A Exposição dos Oceanos.

Finalmente, e tendo em conta que a Sociedade MPN declinou o convite para estar presente no Debate - sic. "por considerar não ser oportuno falar neste momento sobre o Projecto de Recuperação" -, o vicepresidente da Direcção - Paulo Andrade - fez uma retrospectiva dos avanços e recuos do processo de reabilitação da marina, em particular a partir de Julho de 2003, depois da Decisão do Tribunal Comercial que permitiu a criação da MPN.

A seguir às apresentações seguiu-se um período de debate, com várias intervenções da assistência. Salienta-se, em particular, a do Presidente da AMCPN - José Moreno -, que pautou a sua intervenção mostrando que a situação de desleixo e abandono que se vive na marina, é semelhante a outras que afectam o Parque das Nações na sua generalidade.

Depois de várias intervenções da mesa e da assistência, foi consenso dos presentes ser fundamental as duas associações continuarem a sua luta pelo restabelecimento da dignidade ao espaço do Parque das Nações. A Direcção da ANMPN, com audiência marcada na Presidência da República para o dia 25 de Maio, comprometeu-se a ser portadora das conclusões do Debate, de modo a conseguir um envolvimento do Sr. Presidente da República nas questões abordadas.

Saudações Náuticas,

A Direcção da ANMPN

 

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