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Eventos:2005-12-08

Passeio no Canal do Montijo com avistamento de Golfinhos...

Dois elementos da Direcção da ANMPN, aproveitando o feriado do dia 8 de Dezembro aliado ao bom tempo que se fazia sentir, decidiram efectuar um passeio pelo Canal do Montijo.

Deste passeio, ficaram registadas algumas fotografias que atestam mais uma vez as maravilhas que a Bacia do Rio Tejo encerra, o maior e com certeza o mais bonito estuário da Europa, mas que lamentavelmente tem vindo a ser vítima do desprezo e abandono de algumas entidades com responsabilidades na gestão dos espaços junto às suas margens.

A viagem foi efectuada no Veleiro Odisseia, com 10 metros comprimento e um calado de 2 metros.


Para a navegação pelo canal de acesso ao Montijo, utilizámos a Carta 26305 (INT 1877) - De Alcântara ao Canal do Montijo - editada pelo Instituto Hidrográfico. A última edição (3ª) foi publicada em Maio de 2000, e existe neste momento um largo conjunto de avisos à navegação que a alteram de forma significativa, alguns deles que correspondem inclusive a "colagens de actualização" na zona do canal do Montijo. Assim, se pretender navegar neste canal, assegure-se que na 3ª Edição da Carta 26305 (Maio 2000) que com certeza já possui, estão introduzidos os seguintes Avisos à Navegação:

2000:-219 234
2001:-123 208
2002:-138 139 236 383
2003:-230 257 271 296 314 324
2004:-136 137 153 154 182 194 199 210 216 235 245 250 257 337
2005:-102 136 137 141 187 211 212 252

Se lhe faltar algum aviso para actualizar a sua Carta de Navegação, consulte o seguinte link do Instituto Hidrográfico - Avisos aos Navegantes.


O acesso ao canal do Montijo foi efectuado através do Canal da CUF até à Bóia Nº1L-2S. Esta bóia corresponde à bifurcação do Canal da CUF em dois canais que na Carta estão designados por Terminal de Líquidos (L) e Terminal de Sólidos (S). Para continuar com destino ao Montijo deve-se seguir pelo canal do Terminal de Líquidos (L) dando Estibordo à Bóia Nº1L-2S.

Na entrada da Baía do Montijo, em particular, em frente à Torre da Marinha fomos brindados pela presença de golfinhos junto à nossa embarcação, "visita" que ficou registada nas três fotografias abaixo. Para ambos os elementos da tripulação, a satisfação foi muito grande, já que, foi a primeira vez que vimos golfinhos no Tejo. Até esta data, os contactos com golfinhos tinham acontecido apenas junto a Setúbal (Tróia), Sines e Sagres.

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Depois da entrada na Baía, a sinalização dada pela balizagem existente é bastante eficiente e a navegação faz-se sem problemas até ao Cais do Seixalinho, onde acostam os Catamarans da Transtejo.


Mais uma vez a importância de ter a Carta Actualizada pelos Avisos à Navegação torna-se fundamental. Efectivamente, o Aviso n.º 337/04 publicado pelo IH no Grupo Quinzenal n.º 26/04 de 17DEZ contempla um conjunto de alterações na balizagem do Canal do Montijo, incluindo uma renumeração das bóias. Por outro lado, uma atenção cuidada aos valores da sonda deve ser mantida, face às limitações de profundidade que a navegação em qualquer canal encerra.


A fotografia acima mostra o Cais do Seixalinho, utilizado pelas embarcações da Transtejo, vendo-se ao fundo o casario do Montijo. Dado que o canal é por vezes estreito, a navegação de recreio no local deve ser realizada de forma a não prejudicar o movimento de transporte de passageiros efectuado através das embarcações da Transtejo.

Muito embora a carta náutica evidenciasse sondas suficientes para continuar a navegação para além do Cais do Seixalinho prosseguindo a balizagem estabelecida, a ocorrência de alguns alarmes da sonda da embarcação junto àquele cais fez-nos desistir por questões de segurança. Um calado de dois metros impõe sempre algum respeito...!

Assim, junto ao Cais do Seixalinho invertemos a nossa rota, na altura em que um dos Catamarans da Transtejo largou do local. Mais uma vez fomos surpreendidos pela beleza da imagens, já que, o pôr-do-sol criou o habitual espectáculo de cores que todos conhecem...
 


À saída da Baía, foi possível constatar a quantidade de aves marinhas que populam os mouchões junto à Ilha do Rato.

Como acima referimos, as imagens seguintes traduzem a beleza do pôr-do-sol no grande estuário do Tejo. Palavras para quê....!

 
 
 

Finalmente, a chegada a Alcântara, vendo-se ao fundo a Ponte 25 de Abril e o Cristo-Rei enaltecidos pelo alaranjado do crepúsculo vespertino.

Lamentavelmente, ainda não foi desta vez que o passeio acabou na "nossa" marina. Há cerca de quatros anos que todo o espaço da Marina do Parque das Nações está votado ao mais completo desleixo e abandono, e as entidades com responsabilidade no local continuam com estudos e mais estudos, sem que nada de concreto aconteça. Portugal, continua em queda acentuada em praticamente todos os indicadores da Europa, e uma das razões será concerteza a dificuldade que, neste últimos anos, o país atravessa na concretização de projectos. Não conseguimos descolar dos "estudos, estudos e mais estudos"...!

Até à próxima viagem...!

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